Pode ser que as estatísticas ou as análises táticas não concordem, mas, aos olhos dos telespectadores, Bélgica e Egito protagonizaram o jogo mais “esquecível” da Copa do Mundo até aqui. Marcado pela não concretização das histórias que poderiam dar mais carisma para a partida, o empate em 1 a 1 entre as equipes serviu mais para evidenciar a decadência vivida pela já não tão boa geração belga.
Cotada como favorita para o confronto, a Bélgica de fato tem um time melhor que o Egito. No entanto, em termos coletivos, foram os egípcios que ditaram o tom da partida. Com uma aplicação tática exemplar na marcação, a equipe africana deu raríssimos espaços para os belgas e esteve perto de conquistar a primeira vitória da história do país em uma Copa do Mundo após Ashour abrir o placar na primeira etapa. Mas isso não se confirmou.
Outra boa história seria com Salah, que completou 34 anos nesta segunda-feira, data da estreia de sua seleção no Mundial. Porém, ainda que tenha dado a assistência para o gol do Egito, o “10 e faixa” do país africano viveu tarde apagada. Isolado no ataque, o craque (agora) ex-Liverpool demonstrou não ter mais condições físicas de ser tão influente coletivamente e não teve a sorte de receber a bola em boa condições para marcar. Mesmo assim, ficou a participação importante no ponto conquistado.
Gol contra tira brilho de Lukaku
Mesmo que estivesse em dia pouco inspirada, não dá para dizer que a Bélgica não “transpirou” em busca de um resultado melhor. Ainda que em declínio físico, o craque De Bruyne tentou se manter próximo da bola e procurou os espaços para acionar seus companheiros, mas não teve tanto sucesso. O principal momento do camisa 7 foi a cobrança de falta na trave no segundo tempo. Além dele, o atacante Doku, do Manchester City, foi outro que se mostrou inquieto com o andamento da partida, mas também não conseguiu fazer a diferença para sua seleção.
A maré da Bélgica e até da partida, em termos de carisma, pareceram mudar com a entrada de Lukaku. Acionado aos 20 minutos para alegria da torcida belga presente em Seattle, o centroavante poderia ter estrelado o enredo de marcar um gol com apenas 20 segundos em campo e no seu primeiro toque na bola. Mas isso também não se confirmou, já que, em vez do camisa 9, quem desviou o cruzamento de Meunier para o fundo das redes foi o zagueiro Mohamed Hany, contra.
No fim das contas, nem mesmo a boa entrada do atacante do Napoli foi capaz de mudar os rumos da partida, que terminou num pacato e “esquecível” 1 a 1. A Bélgica volta a campo no próximo domingo, contra o Irã, mesmo dia que o Egito enfrenta a Nova Zelândia.
