Desde os meus 17 anos, eu ‘faço’ carnaval. Comecei em 2009, na Mangueira, como ajudante de um aderecista. Ao longo desses anos, tive empregos de carteira assinada, trabalhei por conta própria como barbeiro a domicílio, mas sempre voltava pro carnaval. Fui aprendendo mais com os antigos, conhecendo gente, e passei a viver disso. Na União de Maricá, sou funcionário CLT da escola há dois anos, trabalhando na produção de eventos. E, nessa época do ano, faço um extra como temporário no barracão. Atualmente, sou aderecista, à frente de uma equipe de seis pessoas. O contrato é de três meses e aumenta minha renda em cerca de 60%. É um dinheiro que eu uso pra investir ao longo do ano todo na minha vida pessoal. Sou casado, tenho três filhos, e minha esposa, que é professora, como tira férias nesse período, também vem pra cá trabalhar. Até meus filhos maiores vêm. Minha família vive o carnaval.
