Muito antes de o ET de Varginha virar notícia no Brasil e no exterior, um caso ufológico abalou Minas Gerais, com um enredo que envolvia abdução, o primeiro registrado no país, e até relação sexual com extraterrestre.
No centro do episódio estava Antônio Villas Boas, um fazendeiro da pacata São Francisco de Sales, no Triângulo Mineiro.
Em 5 de outubro de 1957, Antônio se deitou por volta das 23h. Como fazia muito calor naquela noite, decidiu abrir a janela para ventilar o ambiente. Na companhia do irmão, ele viu uma forte luz branca vinda do céu. Os dois não deram muita importância e foram dormir.
Hora, depois, entretanto, ao acordar no meio da noite, Antônio percebeu que luz forte ainda estava lá. Ele teve medo e fechou a janela.
Nenhum evento estranho aconteceu até a noite de 14 de outubro: a luz misteriosa voltou a aparecer. Dois dias depois, quando cuidava da plantação — Antônio preferia trabalhar às noite por ser mais fresco — aconteceu algo que mudaria a sua vida para sempre, segundo conta.
Desta vez, era uma luz avermelhada, que estava a cerca de 50 metros da cabeça do fazendeiro. A luz, disse Antônio à época, vinha de uma “nave com formato de ovo alongado”, com suportes metálicos para pousar.
Antônio tentou fugir, mas o seu carro não deu partida. Em seguida, ele acabou dominado pelos ocupantes do veículo espacial e foi levado até ele.
Os seres eram baixos — mal chegavam à altura dos ombros do humano — e usava uma veste cinza colada ao corpo e um capacete até a altura do nariz. Eles falavam uma língua incompreensível.
O mineiro descreveu o interior da nave como um ambiente totalmente metalizado. Os “seres espaciais” foram gentis com ele e não pareciam querer machucá-lo.
A cortesia aumentou ainda mais quando, segundo relatou Antônio, el ficou nu e uma “alienígena igualmente nua” entrou no local. O humano a descreveu como dona de uma beleza que não parecia ser humana.
“Os lábios eram muito finos, quase invisíveis. O corpo era muito mais bonito do que qualquer outra mulher que eu já conheci: magro, com seios empinados e bem separados, com cintura fina e barriga pequena, com quadris mais desenvolvidos e coxas grossas. Os pés eram pequenos, as mãos eram compridas e finas, os dedos e as unhas eram normais. Ele era bem mais baixa do que eu, batendo a sua cabeça no meu ombro”, explicou ele.
Segundo Antônio, o local foi tomado por uma fumaça “afrodisíaca”. Ele acabou tendo relação sexual com a “alienígena”.
Depois disso, ele foi levado para fora da “nave”. Antônio tentou pegar um objeto para provar o seu relato extraordinário, mas “foi impedido pelos ETs”.
Não existem provas concretas que a abdução de Antônio. O único sinal que ele alegas que comprova o contato imediato de terceiro grau (o mais alto na escala) são marcas no seu queixo.
Reportagem sobre o caso de ‘abdução’ de Antônio Villas Boas; numa das fotos, o agricultor é examinado por médico
Reprodução
Segundo Antônio, antes da intimidade com a “alienígena”, ETs conectaram o seu queixo a um equipamento por meio de um tubo com ventosas. Meses após o ocorrido, o fazendeiro foi examinado por um médico, que constatou a presença de manchas hipercrômicas, uma de cada lado do queixo, de pequeno tamanho e formato mais ou menos arredondado.
Verdade ou apenas um “causo”? Impossível afirmar.
Após o incidente, Antônio se formou em Direito e teve uma vida longe dos holofotes. Ele morreu em 17 de janeiro de 1991, na cidade de Uberaba (MG), vítima de aneurisma.
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Antes do ET de Varginha, caso de 'abdução e sexo com alienígena' abalou Minas Gerais
