Secretaria de Saúde confirma que projetos de R$ 1,2 bilhão para 704 novos leitos não serão concluídos no segundo mandato.
Nenhum dos cinco hospitais regionais prometidos pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) durante a campanha de reeleição em 2022 será entregue até o fim do mandato em 2026. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal ao g1 DF. Os projetos preveem 704 novos leitos ao custo total superior a R$ 1,2 bilhão.
Após a reeleição, Ibaneis afirmou em entrevista à TV Globo que entregaria três novos hospitais regionais em dois anos: Recanto das Emas, São Sebastião e Guará. Posteriormente, prometeu também hospital no Gama. O plano de governo incluía o Hospital Oncológico de Brasília Jofran Frejat, com início de obras alegado no documento.
Ao g1, o governador disse que projetos podem ultrapassar mandatos e que “em momento algum” se comprometeu com entrega no atual mandato.
Situação atual dos hospitais, segundo Secretaria de Saúde:
- Hospital do Recanto das Emas: 3,09% executado; aguarda documentação técnica atualizada. Valor do contrato: R$ 133,7 milhões.
- Hospital Ortopédico do Guará: 2,19% concluído; aguarda documentação técnica. Valor do contrato: R$ 174 milhões.
- Hospital de São Sebastião: obra não iniciada; aguarda autorização da Caixa para ordem de serviço. Valor do contrato: R$ 165,9 milhões.
- Hospital Oncológico Jofran Frejat: obra não iniciada; licitação prevista para 11 de fevereiro de 2026. Valor da licitação: R$ 374,1 milhões.
- Novo Hospital Regional do Gama: obra não iniciada; em elaboração de documentação técnica pela Novacap. Valor estimado: R$ 360 milhões.
Das 18 UBSs prometidas, apenas três foram entregues: UBS Tipo 2 de Santa Maria (R$ 10,6 milhões), UBS Tipo 1 de Chapadinha em Brazlândia (R$ 5,9 milhões) e UBS Tipo 1 na Ponte Alta (R$ 6,1 milhões). Duas estão em andamento: Incra 8 em Brazlândia (46,03% faltando, previsão março/2026, R$ 12 milhões) e Estrutural (73% faltando, previsão maio/2026, R$ 11,3 milhões). As demais estão em licitação ou documentação técnica, sem obras iniciadas.
Nenhuma UPA foi concluída no segundo mandato. Seis estão em construção e uma em processo contratual, com previsão de entrega entre primeiro e segundo semestre de 2026.
Em janeiro de 2026, Ibaneis afirmou que terá de “manter o cinto apertado” na Saúde devido a orçamento insuficiente, aumento de insumos e desequilíbrio no contrato do IGES. A declaração veio após atraso em repasse ao Hospital da Criança, que fechou leitos de UTI e enfermaria em dezembro de 2025.
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