“Por que eu teria que me relacionar apenas com alguém que tivesse um corpo como o meu, por que não amar uma pessoa num corpo diferente? Vivi da prostituição a minha adolescência inteira e na prostituição a gente tem um grande vácuo sentimental. As pessoas trans, travestis, se transformam num objeto, alguém que não deve receber afeto, que não tem esse direito. Foram decepções, medos, abusos sexuais, emocionais, psíquicos, físicos. E talvez isso possa, sim, ter mudado o meu olhar sobre o me relacionar”.
