Como são as minas que o Irã 'espalhou' no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, passagem vital que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, parece ser um cenário de águas tranquilas, mas ele está repleto de minas navais capazes de afundar navios de grandes dimensões.
Autoridades americanas revelaram à rede CBS que existem dois tipos de minas iranianas espalhadas pela passagem que, até um mês atrás, era responsável pelo transporte de um quinto do suprimento mundial de petróleo.
As minas magnéticas Maham 3 e Maham 7 são fabricadas no Irã e constituem uma parte fundamental das defesas do regime teocrático de Teerã. Elas foram lançadas para atingir qualquer embarcação que se atreva a entrar no estreito. Qualquer navio que se atreva a cruzar o estreito pode acionar um dos explosivos e ser destruído.
A Maham 3 é uma mina ancorada que pode ser lançada em águas com até 90 metros de profundidade. Após ser lançada, a arma sobe e permanece submersa logo abaixo da profundidade das embarcações que passam, aguardando o momento de liberar sua carga explosiva de 120 kg. Ela é acionada por sensores de som, com seu modo de operação básico baseado em assinaturas acústicas de baixa frequência.
Cada alvo está a poucos metros de distância quando a mina detona, e o impacto é potencialmente devastador.
Já a Maham 7 é difícil de detectar e pode ser lançada de navios ou aeronaves. Seus alvos originais incluem navios de médio porte, embarcações de desembarque e pequenos submarinos.
Não se sabe exatamente o número de minas escondidas sob as águas do estreito, mas se desconfia que haja 20 delas. O Irã tem capacidade de despejar centenas de outras, de acordo com especialistas no arsenal de Teerã.
O Estreito de Ormuz separa do Golfo Pérsico do Golfo de Omã
AFP
Navios no Estreito de Ormuz em 25 de fevereiro, antes do início da guerra no Irã
AFP
Além das minas de fabricação iraniana, Teerã incorporou ao seu arsenal Minas de fundo e ascendentes mais modernas e avançadas, provenientes da Rússia, China e Coreia do Norte.
Instalações que armazenariam essas minas têm sido alvos de ataques da forças dos EUA e de Israel desde 28 de fevereiro, quando se iniciaram os bombardeios contra o Irã.
Apesar dos perigos representados pelas minas iranianas, navios indianos, paquistaneses e chineses conseguiram cruzar o estreito sem acioná-las.
No início desta semana, chefes militares do Reino Unido também alertaram que o estreito foi minado, mas afirmaram que ainda existe um estreito corredor seguro. A Marinha britânica vai enviar uma frota de navios caça-minas robóticos ao Estreito de Ormuz, como parte da força-tarefa que visa a desbloquear a importante passagem.



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