O narrador Galvão Bueno foi mais uma das pessoas ilustres que prestaram homenagem à lenda do basquete, Oscar Schmidt. O ex-jogador morreu nesta sexta-feira,17, após um mal-estar — ele lutava contra um câncer no cérebro. Galvão considerou a morte de Oscar uma perda para o esporte brasileiro.
“Que tristeza!! O Brasil perdeu hoje um gênio de nosso esporte!! Oscar Schmidt, o Mão Santa, que não gostava desse elogio, preferia ser chamado de Mão Treinada!! Oscar brilhou pelas quadras de basquete do mundo inteiro, era desejado por todos os times, mas além do gigantesco talento carregava um grande amor pelo Brasil!!”, escreveu Galvão, no Instagram.
O narrador também relembrou a cobertura que realizou sobre a vida de Oscar ao longo de sua carreira no jornalismo.
“Um dia disse a ele: ‘que privilégio Deus me deu’. Vi um menininho começar a mostrar, em Brasília, que lá vinha um ídolo mundial!! Torci por ele, sempre, como um verdadeiro fã e transmiti títulos e momentos inesquecíveis!! Oscar, tenho certeza que Deus o receberá com muito carinho e em uma outra dimensão você vai brilhar sempre!!”, escreveu.
O ex-ala Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, morreu aos 68 anos em São Paulo, nesta sexta-feira, 17. Ele foi encaminhado à unidade após passar mal por um problema de saúde não divulgado, mas não resistiu. Oscar já vinha com a saúde debilitada nos últimos anos (vinha enfrentando um câncer persistente no cérebro há 15 anos), e esteve ausente em homenagem de introdução ao Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), no último dia 8.
Potiguar de Natal, Oscar deixou de lado as aspirações pelo futebol na infância e passou por Palmeiras, Sírio, América, JuveCaserta-ITA, Pavia-ITA, Forum Valladolid-ESP, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo — pelo qual se aposentou aos 45 anos. Ao longo da carreira, conquistou três títulos de Campeonato Brasileiro (Sírio, Palmeiras e Corinthians), além de um título mundial de clubes pelo Sírio e diversos estaduais. Ainda foi dirigente do projeto Telemar/Rio de Janeiro, campeão brasileiro de 2005.
Para além da dimensão do basquete brasileiro, Oscar Schmidt é ícone do basquete mundial. Até 2024, era o maior pontuador da história da modalidade, com 49.737 em 1.615 jogos. Só foi superado por LeBron James, outra lenda do esporte. O apelido de “Mão Santa” veio da precisão dos arremessos de longa distância, exaustivamente treinados pelo jogador.
O título mais marcante da carreira foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis (Estados Unidos). Na ocasião, marcou 46 pontos numa final histórica contra os Estados Unidos e ajudou na vitória brasileira por 120 a 115. Os americanos tinham nomes jovens que se tornariam talentos da NBA nos anos seguintes, como o pivô David Robinson.
