A fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial em meio a dificuldades financeiras e mudanças no setor de entretenimento infantil. Em comunicado, a empresa afirmou que a decisão “decorre da necessidade de reestruturação do passivo do grupo, em um contexto de pressões econômicas e setoriais relevantes”. Segundo a companhia, as operações serão mantidas durante o processo de reorganização financeira.
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A empresa cita, entre outros, o aumento do custo de capital e as restrições de crédito; além de mudanças no comportamento do consumidor, “com maior competição de alternativas digitais”.
Nos últimos meses, empresas de diferentes setores entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil. Analistas avaliam que, em muitos casos, problemas de gestão vieram à tona diante de um cenário de manutenção da taxa de juros básica Selic em patamar elevado por muito tempo.
Os juros básicos no Brasil estão acima de 10% desde fevereiro de 2022 e chegaram a 15% ao ano em junho de 2025. Em março e abril deste ano, o Banco Central reduziu a taxa básica Selic, que agora está em 14,5%, mas muitos analistas avaliam que o corte de juros poderá ser mais lento ou mesmo ser suspenso nos próximos meses diante da escalada da inflação com a disparada do petróleo após a guerra no Irã.
No setor de brinquedos, a concorrência com importados e, mais recentemente, o avanço das plataformas digitais impôs desafios adicionais aos fabricantes brasileiros.
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Estrela, de brinquedos, entra em recuperação judicial. Entenda motivos da crise
