— Nós temos dois laudos dizendo que ele não tinha capacidade para celebrar negócio jurídico e para emitir sua própria vontade. O empresário tinha duas pessoas jurídicas e era administrador dessas empresas, que possuíam créditos oriundos de precatórios judiciais, créditos milionários. Para se ter uma ideia, apenas um crédito que foi efetivamente repassado aos investigados totalizava R$ 38,5 milhões. Houve outras transferências. O que estamos tentando verificar com as buscas é em que circunstâncias essas pessoas se aproximaram do falecido; em que contexto esses documentos, procurações e alterações contratuais foram realizados, tendo em vista que a informação que temos, inclusive com base em pareceres médicos, é de que o falecido, pouco antes de sua morte, não tinha capacidade de compreensão e de manifestação de vontade — afirmou o delegado Marcos Buss, da DDEF.
