Há 20 anos, eu trabalhava em shopping, alcançava metas altíssimas e ganhava pouco. Então pensei: tenho que mudar de vida, posso vender por conta própria. Em 2007, investi R$ 200 em roupas para virar sacoleira. Estava indo bem, mas em 2010 eu me mudei para a Europa, acompanhando meu ex-marido, e não dei baixa no MEI. Eu não tinha muita informação na época. Só parei de pagar os boletos mensais do DAS. Quando voltei para o Brasil quatro anos depois, querendo empreender novamente, tinha uma dívida grande. Foi um susto. Procurei negociar para o pagamento parcelado e fiquei três anos arcando com isso. Eu me tornei muito mais organizada com meu CNPJ, fiz cursos no Sebrae e abri uma loja física na Cidade de Deus, onde moro. Meu negócio cresceu. Aqui na comunidade, as pessoas ainda compram anotando o nome no caderninho, mas eu faço toda a minha gestão num sistema informatizado. É importante para eu contabilizar clientes, estoques, prever faturamento, ter insights. Ao longo do tempo, investi em moda plus size, criei um bazar, tenho uma linha masculina e estou pensando em infantil. Dentro da minha comunidade, eu consegui conquistar respeito e influência. Mas sei que minha loja poderia estar dentro de um shopping. Falta crédito para isso. Até aqui eu cheguei sozinha, mas preciso de oportunidades para ir além.
