Ameaça de crise 'grave' de energia e possíveis negociações entre países: guerra no Oriente Médio ultrapassa a terceira semana de conflitos

Passadas três semanas desde o início da guerra no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que conversas “boas” foram feitas ao longo do final de semana com o Irã, em referência a negociações entre as nações. O anúncio veio em meio a novas subidas do petróleo, súplicas de países por soluções diplomáticas e avisos da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre uma iminência de crise energética mundial.
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​Confira abaixo as principais informações da guerra, organizada pelo jornal EXTRA:
Trump fala em negociações, mas Irã nega
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira o adiamento, por cinco dias, de ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A decisão, segundo ele, foi tomada após o que descreveu como “conversas muito boas e produtivas” entre Washington e Teerã no fim de semana. A afirmação de Trump, porém, é contestada pelo Irã.
Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, uma fonte não identificada afirmou que “qualquer diálogo foi negado”, e disse ainda não haver “nenhum contato direto ou indireto” com o presidente americano.
​Alta do petróleo e queda das Bolsas
​O mercado financeiro reagiu com volatilidade aos desdobramentos do conflito no mercado asiático. O preço do barril de petróleo WTI registrou avanço de 1,66%, cotado a US$ 99,86 (cerca de R$ 528,13), enquanto o Brent do Mar do Norte subiu 0,7%, negociado a US$ 112,98 (quase R$ 600,00). O impacto negativo estendeu-se aos índices acionários: em Tóquio, a queda foi de 3,47%; em Seul, 6,5%; e em Hong Kong, 3,5%. No continente europeu, a tendência de baixa persistiu na abertura dos pregões, com recuos em Paris (1,44%), Londres (1,46%), Milão (1,76%) e Frankfurt (1,89%).
​Irã ameaça instalar “minas navais” no Golfo
​O Conselho de Defesa do Irã comunicou que qualquer ofensiva contra as costas ou ilhas do país resultará em uma resposta militar estratégica. Segundo nota divulgada pela imprensa estatal, o órgão afirmou que qualquer tentativa de ataque provocará, “naturalmente e de acordo com a prática militar estabelecida, que em todas as rotas de acesso e nas linhas de comunicação no Golfo Pérsico e nas zonas costeiras sejam instalados diversos tipos de minas navais”.
​Rússia pede solução “política e diplomática”
​O governo russo defendeu a via diplomática para conter a crise, em resposta à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível destruição de centrais elétricas iranianas caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
— Acreditamos que a situação deveria ter evoluído para uma solução política e diplomática. Esta é a única maneira eficaz de contribuir para apaziguar a situação catastrófica e tensa que se desenvolveu na região — declarou porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
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​China alerta contra risco de situação “incontrolável”
​Pequim manifestou preocupação com o agravamento das tensões e os riscos de um conflito de proporções regionais. destacou a gravidade do momento. O alerta ocorre após o ultimato de Donald Trump, que estabeleceu o prazo de 20h44 de Brasília para a reabertura do Estreito de Ormuz sob pena de aniquilação das centrais elétricas do Irã.
— Se a guerra se prolongar e a situação se deteriorar ainda mais, toda a região poderá ser levada a uma situação incontrolável — afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.
​Irã lança mísseis contra Israel
​As forças armadas de Israel confirmaram a detecção de projéteis disparados a partir do território iraniano. O comando militar israelense informou que o sistema de defesa aérea foi acionado para a interceptação das ameaças. Após o monitoramento do espaço aéreo, as autoridades locais autorizaram o retorno dos cidadãos às atividades normais e a saída dos abrigos em todo o país.
​Um morto em ataque no Irã contra centro de transmissão de rádio
​Um bombardeio contra um centro de transmissão na cidade portuária de Bandar Abbas resultou em uma vítima fatal e um ferido. A emissora pública Irib relatou o ocorrido por meio de canais oficiais.
“O transmissor AM de 100 quilowatts do Centro de Rádio e Televisão do Golfo Pérsico foi alvo do exército terrorista americano-israelense”, informou a rede via comunicado no Telegram.
A programação foi restabelecida pouco depois do incidente.
​Drones e mísseis contra países do Golfo
​A Arábia Saudita interceptou um de dois mísseis balísticos disparados contra a região de Riade; o segundo artefato atingiu uma zona desabitada. Já os Emirados Árabes Unidos confirmaram ações de defesa contra ameaças de mísseis e drones de origem iraniana. O Bahrein também efetuou o acionamento de seus sistemas de alerta internos em resposta à atividade militar na região.
​Explosões em Teerã
​A capital iraniana foi alvo de uma série de detonações em diversos setores da cidade. Relatos das agências Fars e Mehr indicam que as explosões atingiram áreas ao norte, centro, leste e oeste de Teerã. Os ataques ocorreram logo após o Exército de Israel anunciar o início de uma ofensiva aérea contra alvos na capital.
​A crise de energia é uma ameaça “muito grave”, afirma AIE
​O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, classificou a atual crise energética como um risco superior aos choques do petróleo ocorridos na década de 1970. Birol enfatizou a vulnerabilidade global perante o conflito.
— Nenhum país ficará imune aos efeitos da crise se continuar avançando nessa direção. A economia mundial enfrenta hoje uma ameaça muito, muito grave — afirmou Birol.
​Macron pede suspensão dos ataques contra instalações energéticas
​O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu uma moratória imediata sobre investidas contra alvos civis e de energia. Em diálogo com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, o líder francês considerou “essencial” a suspensão dos ataques “contra as infraestruturas energéticas e civis” para evitar uma escalada sem precedentes. Macron também solicitou que “o Irã restabeleça a liberdade de circulação no Estreito de Ormuz”.
​Grupo pró-Irã suspende ataques contra embaixada dos EUA no Iraque
​No Iraque, as Brigadas do Hezbollah anunciaram a prorrogação da trégua direcionada à representação diplomática americana em Bagdá. O grupo Kataeb Hezbollah formalizou a decisão por meio de comunicado oficial:
“O prazo concedido à embaixada americana será prorrogado por cinco dias”, informou a organização paramilitar.



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