Ancelotti não confirma escalação, mas Vini Jr explica diferença entre escalar Matheus Cunha ou Igor Thiago


As coletivas de Carlo Ancelotti e de Vinicius Jr nesta sexta (12) terminaram sem o anúncio do time titular da estreia da seleção brasileira contra o Marrocos. Entre as dúvidas do italiano, está o centroavante a ser escolhido, e o fator que deve pesar na escolha é a pressão alta que a seleção deverá fazer na saída de bola dos africanos. Vinicius Jr não revelou quem será seu companheiro no ataque, mas disse que a estratégia “já está definida” e explicou as diferenças do estilo entre Matheus Cunha e Igor Thiago.

A estrela do Real Madrid disse que a escolha entre um ou outro passa muito pelo estilo de jogo dos adversários.

– Depende dos zagueiros da outra equipe. Se tem que baixar um pouco para jogar, como o Matheus Cunha joga, ou se tem que ficar com atacante no meio dos zagueiros para segurar mais, como faz o Igor Thiago, e a gente ter mais espaço no meio para jogar — explicou Vini Jr em entrevista à Cazé TV, sem contar a escolha para sábado. – Já temos a estratégia para o jogo de amanhã, e estamos preparados. Quem entrar vai ser muito importante. Como o mister fala, a gente precisa de todos os jogadores os 90 minutos.

Pressão na saída de bola

Como explicou Vini Jr, a decisão de Ancelotti passa muito por uma questão tática. Se o treinador priorizar maior pressão alta na saída de bola dos africanos, a vantagem é de Igor Thiago, que tem treinado bem e demonstrado força neste quesito desde o amistoso com o Egito.

Mas Ancelotti ainda indica a volta de Matheus Cunha como ideia inicial, sobretudo pelo fato de o camisa 9 ser mais técnico e mais versátil em campo. A exigência física da estreia, porém, pode pesar contra o atacante do Manchester United.

Sem a bola, o Brasil joga no esquema 4-4-2 e é Matheus Cunha quem recompõe pela esquerda, com Paquetá pela direita, dando maior liberdade para Vini Jr e Raphinha.

Além das dúvidas no ataque, Ancelotti também fez trocas na defesa, no treino desta sexta (12), sobretudo nas laterais, já que Ibañez tem mais vigor que Danilo e Douglas Santos que Alex Sandro. Mas a experiência dos laterais do Flamengo deve falar mais alto.

Por falar em jogador do Flamengo, Paquetá deve ser mantido como terceiro homem de meio-campo, ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães, dupla titularíssima com Ancelotti.

‘Estou aqui para fazer o Brasil voltar ao topo’

Em sua coletiva, Vini Jr minimizou o objetivo de ser o craque do torneio, e priorizou a busca pelo título

— Não estou aqui para ser o melhor jogador da competição. Estou para fazer o Brasil voltar ao topo. Tenho mais experiência e estou preparado para fazer uma excelente competição — afirmou o atacante, que diz ter trazido lições da eliminação no Catar, em 2022: — A última copa me ensinou que temos que estar preparados até o último minuto do jogo, porque detalhes definem o rumo na competição. Esperamos fazer diferentes do que na última copa. E nos pequenos detalhes sair na frente.

Tenso ao longo de toda a entrevista, ele só esboçou um sorriso no rosto ao falar sobre os colegas de seleção. Principalmente Neymar.

— Falar sobre os dias aqui… Sempre são os melhores. Com quem joguei desde criança: Paquetá, Bruno.. Sempre foram meus amigos. Neymar a gente deseja que ele volte o quanto antes. Todos os movimentos que aprendi foi vendo ele. Em campo tudo que eu fiz foi para tentar imitar ele. Ele sempre me dá conselhos. Espero ter ele perto. Amanhã a tensão sai, pela ansiedade de representar nosso país. A alegria está dentro de nós e pode vir para fora amanhã na Copa.

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