assim como Lorena, de ‘Três Graças’, veja histórias reais de pessoas rejeitadas pela família


“Quando eu tinha 10 anos, fui morar com minha avó depois que minha mãe morreu. Anos depois, me assumi como mulher trans para a família, mas como eles eram crentes, falavam que não podiam me chamar pelo nome Laylla, porque eu nasci homem. Diziam que isso não é de Deus, que eu iria para o inferno. Fui rejeitada e expulsa de casa. Tive que entrar pra escola da rua e já fiz programa. Não queria, mas minha fome falava mais alto, então eu não tinha outra escolha. Atualmente, só falo com uma tia e duas irmãs, que também são da igreja, mas me aceitam e me respeitam. Do resto, não quero nem saber se estão vivos. É doloroso demais ser sozinha, prefiro me afastar da família. Nós, mulheres trans, passamos por transfobia todos os dias. Somos vistas como marginais, mas também somos resistência, por mais que tentem nos derrubar. Após ser acolhida pela Casa Nem, posso organizar minha vida e planejar um futuro feliz, porque eu mereço. Sonho ser modelo e atriz. Minha inspiração é a Regina Casé, gosto muito dela”, Laylla Salless, desempregada, 18 anos, Jardim América.



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