Ainda que você, que me lê, só veja blockbusters e tenha nas redes sociais sua principal fonte de entretenimento, é preciso dar o braço a torcer: até os influenciadores gringos se renderam e se deixam seduzir pelos atrativos que só a gente tem. Sigo alguns deles: Nick no Brasil, originalmente inglês; Gringa do Alaska, americana; e Nino Fallard, francês. Acho interessante que todos mostrem nossas belezas naturais e nossas comidas. Mais curioso, no entanto, é quando falam dos costumes corriqueiros como um diferencial. O que os atrai — e, de algum modo, os fez adotar o país para morar — é o nosso modo de viver, a maneira como lidamos com os outros e com a vida: lugares e programas animados, com música na rua; rituais e crenças em comemorações como a do Ano-Novo; cumprimentos com beijinhos em vez de um frio aperto de mão; conversa simpática com desconhecidos em qualquer lugar… Acho que é aquela coisa que chamam de borogodó.
