Carnaval 2026: Lei Seca vai ter 50 blitzes e fiscalizará motoristas de carros alegóricos

O calendário oficial do carnaval começa daqui a poucos dias e, como de costume, um esquema de segurança foi elaborado para a folia. Na segunda-feira, em coletiva, o governo do estado divulgou detalhes do planejamento, que repete em parte o formato do ano passado: 26 mil agentes nas ruas, entre policiais militares, civis, integrantes do Segurança Presente e bombeiros, além do uso de drones e do videomonitoramento com câmeras de reconhecimento facial e identificação de placas. Ao comentar os preparativos, o governador Cláudio Castro expôs que a maior preocupação da equipe é o momento da dispersão nos blocos e no Sambódromo, que, geralmente, concentra casos de roubos e furtos.
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— Tenho uma preocupação muito grande, que já coloquei para o secretário (da Polícia Militar), com os furtos e assaltos nas dispersões, algo que sofremos no primeiro dia do carnaval do ano passado, mas logo ajustamos. Entendemos que é preciso levar as pessoas até o transporte público. Quanto menos concentração, menos interesse para o crime agir naqueles locais — disse Castro.
Uma das ações do governo será intensificar as blitzes da Lei Seca: serão 50 nos dias de carnaval. A operação vai até o Sambódromo, onde motoristas de carros alegóricos passarão pelo teste do bafômetro.
Relatos de arrastão
Ao todo, serão 12.550 policiais militares e 3,5 mil policiais civis atuando no estado. As câmeras de reconhecimento facial ficarão em drones e locais estratégicos, como nos grandes blocos, na orla e nas estações de transportes coletivos. As imagens serão transmitidas em tempo real para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e para carros de comando. Rodovias e megaeventos também serão patrulhados com auxílio de aeronaves do Grupamento Aeromóvel (GAM) da PM.
Tática. PMs fazem uma linha de policiamento durante o desfile do Bloco da Favorita, no circuito Preta Gil, no Centro
Reprodução de vídeo da PM/07-02-2026
Para reforçar a segurança do Centro, onde acontecem os megablocos, funcionam seis torres de patrulhamento, 21 pontos de interceptação e revista com detectores de metais. Essas estruturas também serão montadas próximo ao Sambódromo, vigiado igualmente por drones. Na Sapucaí, foliões poderão procurar ajuda num posto da 6ª DP (Cidade Nova), que terá atenção voltada a crimes envolvendo mulheres e crianças, além dos de preconceito e intolerância. Haverá ainda a atuação de 350 bombeiros.
Apesar de não ter comentado casos isolados, a preocupação de Castro com as dispersões aparece após registros de arrastões no pré-carnaval carioca. Há duas semanas, por exemplo, uma mulher relatou nas redes sociais ter presenciado um grupo de 40 suspeitos praticando assaltos, por volta das 18h, nas proximidades do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo. Segundo ela, as vítimas eram do bloco Marimbondo e faziam um ensaio na região.
Uma integrante do bloco, em anonimato, contou que o local costuma ficar “abandonado” após os cortejos:
— A gente tenta ficar sempre em grupo, mas nem assim os assaltantes se intimidaram. Houve muita confusão, gente caindo no chão, pessoas com cordões arrebentados. Como bloco, tentamos pensar em estratégias de proteção, mas é complicado: parece coisa de tática de guerrilha para lidar com uma cidade completamente abandonada, em uma região tão central. O bloco já não quer mais tocar à noite devido à insegurança. De manhã, também não há garantia. Ficar em grupo não assegura nada. Fazemos de tudo para ninguém ficar sozinho, mas os ataques continuam. Parece que não existe lugar seguro.
Procurada à época, a Polícia Militar informou que não houve acionamento para a ocorrência e destacou, em nota, que o bloco não consta na lista oficial. A corporação afirmou ainda que o planejamento de segurança é feito com base na agenda oficial do carnaval e orientou que os foliões evitem eventos sem organização reconhecida.
Na coletiva de ontem, o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, negou o registro de arrastões no período e afirmou que houve redução na incidência de crimes:
— Os números mostram queda. Estamos atentos a esses movimentos, e há um reforço natural do policiamento nesta época do ano. Atuamos ainda com agentes à paisana, disfarçados ou até fantasiados em meio aos blocos — disse Menezes, ao acrescentar que o efetivo também foi ampliado na dispersão dos blocos, atendendo ao anseio do governador.
Presidente na Sapucaí
Homenageado este ano pela Acadêmicos de Niterói, o presidente Lula é esperado na Sapucaí no dia 15, primeiro dos desfiles do Grupo Especial. Segundo Menezes, a expectativa é que a PM faça um trabalho integrado com a Polícia Federal pela segurança dele. O secretário disse que há um “deslocamento da polícia em torno dessa operação”.



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