A noite chuvosa de sábado terminou serena para os torcedores do Botafogo. Isso, pois, a equipe alvinegra chegou para o duelo com o Boavista tendo uma vantagem de dois gols e, mesmo com o time alternativo, administrou o resultado de 0 a 0, sofreu poucos riscos no Nilton Santos e saiu com a classificação para a final da Taça Rio, que será contra o Bangu.
O alvirubro eliminou o Volta Redonda na outra chave, na sexta-feira, após empatar fora de casa em 1 a 1 (2 a 1 no placar agregado).
O Jogo
Com duelo marcado contra o Barcelona de Guayaquil-EQU, fora de casa, pela partida de ida da terceira fase da pré-libertadores, o alvinegro economizou suas armas para terça-feira, às 21h30. Neste sábado, a equipe alternativa, com maioria da categoria de base foi a campo acompanhada de nomes que estão buscando recuperação entre os profissionais, seja por estarem em baixa, como Artur, ou que estão pegando o ritmo, como Arthur Cabral e Joaquim Correra (ambos voltando de lesão) e Edenílson (recém-contratado).
Mesmo precisando da vitória, o Boavista iniciou a partida com linhas baixas, no aguardo de um alvinegro ofensivo, para atacar nas costas do time favorito. Lucas Silva chegou a ter uma oportunidade no primeiro tempo, mas foi superado em um lance polêmico dentro da área, com o zagueiro Justino. Mas na maior parte do tempo, com um meio de campo pouco agressivo, a equipe deixou que os mandantes tivessem tempo e espaço para trocar passes. O fim do primeiro tempo foi com quase 80% de posse de bola, mas apenas seis finalizações (e só uma na mira do gol, com Arthur Cabral).
A falta de intensidade rendeu ao meia Arthur Novaes, o domínio do meio de campo alvinegro, seja construindo as jogadas progressivamente da defesa até o ataque, seja com lançamentos verticais que deixaram companheiros em posições boas — embora Edenílson e Correa tenham perdido as oportunidades.
Na volta do intervalo o time visitante apostou todas as fichas, marcando em cima e deixando o jogo mais dinâmico, já que o Botafogo passou a ser pressionado, mas também teve o desejado espaço para também trabalhar a bola no ataque, principalmente com Artur, pela ponta direita. Mas a equipe seguiu pecando ou na finalização ou no último passe.
Na metade da etapa final, o jogo parecia que teria uma reviravolta, quando Berê foi derrubado na grande área e o juiz marcou a penalidade máxima. Mas o VAR apareceu para anular o lance, com impedimento do atacante no início do lance.
O técnico do Botafogo, então, acionou a cavalaria para sustentar o placar, com Montoro e Barrera entrando na reta final. O Boavista passou a ter dificuldades para marcar as saídas pelas laterais do time rival e não conseguiu mais criar chances perigosas no ataque, terminando sua participação no torneio e ficando em stand by até o meio de ano, quando volta às competições com a Copa Rio.
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Confirmando favoritismo, Botafogo vence o Boavista e vai à final da Taça Rio contra o Bangu
