A liquidação extrajudicial do Will Bank, braço digital controlado pelo Master, foi decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (dia 21). A conclusão da autoridade monetária foi a de que a situação econômico-financeira do banco se tornou inviável. Mas qual o perfil da instituição financeira liquidada agora:
Voltado para as classes C e D
O Will Bank é uma evolução da “Pag!”, instituição fundada em 2016, em Vitória, por capixabas. A fintech começou oferecendo cartão de crédito, mas ao longo dos anos passou a oferecer outros produtos no seu portfólio, incluindo CBDs.
O banco digital era voltado para as classes C e D e chegou a ter mais de nove milhões de clientes. Cerca de R$ 7,5 bilhões passaram pelo banco, segundo o próprio site da instituição financeira.
Sede em São Paulo
O banco digital tinha cerca de 1.100 funcionários, os chamados “willers”, como apelidava o próprio banco. A sede da empresa fica localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, com um andar dedicado aos colaboradores, inaugurado no fim de 2022.
O diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que, se fossem liquidados os ativos do Master sob regime de administração temporária seriam mais R$ 6 bilhões ou R$ 7 bilhões a ressarcir via fundo garantidor.
Na véspera da liquidação, a bandeira de cartões Mastercard confirmou que havia interrompido transações com cartões de crédito e débito do Will Bank. De acordo com a Mastercard, o banco não vinha cumprindo regras da rede, culminando na interrupção dos serviços.
A liquidação do banco Master ocorreu em novembro um dia após a prisão de seu dono, Daniel Vorcaro, quando tentava embarcar para Dubai, no âmbito da primeira fase da Operação Compliance Zero.
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Conheça o Will Bank, braço digital do grupo Master liquidado hoje pelo BC
