Em dezembro do ano passado, o aluno Ramon (nome fictício), do 5º ano, foi agredido por um adolescente três anos mais velho dentro de uma escola municipal na Ilha do Governador. O menino de 10 anos tinha uma diferença aparente nos olhos por conta de um glaucoma congênito e, segundo a mãe, era vítima de bullying desde 2023. Depois do ataque no pátio, o garoto foi levado para o hospital, e o caso foi parar na polícia. A mãe relata que já tinha procurado a direção pedagógica e a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) dois anos antes, além do Conselho Tutelar e do serviço 1746 da prefeitura. O aluno só voltou a estudar na última segunda-feira, quatro meses depois do início do ano letivo, e está numa escola particular. A mãe diz ter perdido o emprego anterior e agora, recém-contratada em outro lugar, mora de favor e usa parte do salário para pagar o colégio de Ramon.
