A falta de um goleador que vista a capa de “salvador da pátria” voltou a atrapalhar o Vasco na primeira partida do playoff com o Olímpia pelas oitavas de final da Sul-Americana. O 0 a 0 em São Januário, ontem à noite, evidenciou que, apesar da boa atuação do time misto sob comando do técnico Pedro Emanuel, o vazio deixado pelo veterano Vegetti ainda se faz presente. Por mais que David e Spinelli se esforcem, as chances criadas não são convertidas, e isso frustra a torcida.
Ou seja: a diretoria precisa viabilizar urgentemente a chegada de um especialista. Até por conta da lesão de Brenner, que ainda não tem previsão de volta. Por ora, a esperança é que o recém-chegado Colidio resolva. Mas é bom que se saiba que o argentino não é, na essência, um jogador de área. O Vasco está no Z-4 do Brasileiro, domingo tem duelo com o Santos, também em São Januário, e a sequência é desafiadora para um time que sente a falta de um goleador.
A notícia boa é que o sistema defensivo, agora ajustado por Pedro Emanuel, sofreu apenas dois gols nos últimos seis jogos da série invicta de sete partidas.
PRIMEIRA VÍTIMA. Demitido com quase onze meses de trabalho como técnico do Fluminense, o técnico argentino Luis Zubeldía é o primeiro a perder o emprego num clube da Série A do Brasileiro após a Copa do Mundo. Pesaram contra ele os sete jogos sem vitória na retomada do calendário. Zubeldía se complicou na missão de encaixar o time com Acosta, Savarino e Hulk, e o time perdeu consistência. O 0 a 0 com os argentinos do Independiente Rivadavia, no Maracanã, agravou o mau relacionamento com a torcida e a troca no comando foi a saída encontrada pelo ex-presidente Mário Bittencourt, hoje o homem forte do futebol. Marcão dirige a equipe contra o Palmeiras, no Maracanã, enquanto os tricolores vasculham o mercado atrás de um novo treinador.
DNA RUBRO-NEGRO. Com os jogadores se desdobrando na ocupação dos espaços, fazendo maioria em todas as fases, e controlando o jogo através da posse da bola, o Flamengo de Leonardo Jardim deu belo passo rumo à classificação às quartas-de-final da Libertadores. O 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, não só trouxe a decisão para o Maracanã como fortaleceu a autoestima do time. O Cruzeiro de Artur Jorge saiu na frente, mas não teve espaços para as associações entre Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge. O gol de Lucas Paquetá, um minuto após substituir Arrascaeta, me pareceu ter dado contornos mais fiéis ao que foi o confronto. E acho que se o Flamengo se repetir a pegada no jogo da volta, no Rio, fica com a vaga.
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Empate com o Olimpia pela Sul-Americana evidencia a maior urgência do Vasco neste momento
