Muito se diz de ter filhos: que trazem felicidade, que unem o lar… No entanto, pesquisadores da Universidade de Nicosia, no Chipre, publicaram uma pesquisa que indica exatamente o contrário.
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Realizada examinando dados coletados de mais de cinco mil pessoas de dez diferentes países, a pesquisa afirma revelar as verdadeiras consequências para o bem-estar de quem tem filhos.
Bem estar eudaimônico e hedônico
De acordo com os cientistas, o nascimento de um filho promove um aumento “sutil” no bem-estar eudaimônico. O que é eudaimônico? É o sentimento de propósito que uma pessoa tem, um “significado e uma direção” na vida.
O efeito foi observado em ambos os sexos, sendo mais acentuada em mulheres, mas sem um aumento significativo em relação às pessoas que não têm filhos.
Por outro lado, no caso do bem-estar hedônico — que os pesquisadores definem como a felicidade do dia-a-dia e a ausência de emoções negativas como tristeza — não foi possível constatar qualquer alteração — nem significativa, nem sutil — entre as pessoas com e sem filhos.
Uma exceção notável foi a autoconfiança. O estudo encontrou uma interação significativa onde as pontuações de autoconfiança eram maiores para mulheres com filhos do que para mulheres sem filhos, enquanto a pontuação dos homens permanecia inalterada.
Filhos e casamento
Sobre o efeito do nascimento de uma criança no relacionamento entre duas pessoas, os cientistas concluíram que: “Um aspecto positivo resulta dos interesses genéticos mútuos que fomentam a cooperação e a união”.
Enquanto isso, “um aspecto negativo decorre dos custos financeiros associados, das significativas exigências de tempo e dos fatores de estresse envolvidos na criação dos filhos, que, em conjunto, exercem pressão sobre os relacionamentos”.
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Estudo desafia ideia de que ter filhos aumenta a felicidade
