Flamengo paga o preço da interferência de Bap no plano de voo do futebol rubro-negro

Lembro de ter alertado aqui que, institucionalmente, a intervenção do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, determinando a escalação dos titulares no duelo com o Vasco, pelo Estadual, havia se mostrado acertada — a vitória naquele clássico foi crucial para evitar campanha desastrosa e recolocar o clube na disputa do tri. Mas disse também que seria difícil prever impactos maléficos da interrupção da pré-temporada uma semana antes do previsto. E não precisamos esperar muito…
Pouco mais de um mês depois da vitória sobre o cruz-maltino, o Flamengo paga o preço da interferência no plano de voo, com atuações abaixo do padrão, cinco derrotas em nove partidas e os vices na Supercopa e Recopa — revezes que custaram R$ 9,8 milhões aos cofres. Os jogadores ainda carecem de força e potência, e são pressionados como se tivessem desaprendido o futebol de 2025, perdido o viço ou chegado ao clube sem o talento e a eficiência propagados. Exagero difundido raivosamente.
Basta bom senso para enxergar que não se trata de uma coisa, nem de outra. Os clubes de uma forma geral experimentarão este ano as amarguras do calendário cruel. E os próprios profissionais dos departamentos de ciência não sabem quem está fazendo certo ou errado. Sabem, sim, que cada elenco voltou ao campo de jogo num estágio e para cumprir distintos desafios. A capacidade de enfrentamento ainda varia de acordo com o investimento e as metas propostas de cada um.
Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Fluminense parecem arrancar em vantagem competitiva. O que não garante o sucesso ao longo dos nove meses de bola rolando. Só mesmo no segundo semestre é que saberemos quem adequou, da melhor forma, o planejamento ao calendário da CBF, quem soube gerir expectativas e quem fez a melhor leitura de médio e longo prazos. Por ora, o que se sabe é que a maioria patina entre criticas e vaias a seus técnicos.
Não consigo deixar a ciência de lado num momento em que jogadores e treinadores são instados a fazer três partidas em seis dias, como experimentou o Corinthians na última emana. E por isso absolvo os rubro-negros que desde 21 de janeiro encara jogos decisivos com pré-temporada de dez dias: Vasco, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Botafogo, Lanús fora, em casa — e tendo de vencer por dois gols de diferença. “Cruel, muito cruel”, diria o saudoso locutor Januário de Oliveira.



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