Em negociações avançadas com o Palmeiras, o zagueiro Alexander Barboza sequer foi relacionado na derrota para o Remo por 2 a 1, neste sábado, no Estádio Nilton Santos. Questionado sobre a situação do jogador, o técnico Franclim Carvalho admitiu a possibilidade da saída do defensor, mas projetou seu retorno para o próximo confronto, diante do Racing-ARG, na quarta-feira, pela Sul-Americana.
— O Barboza é um homem e tem que ser tratado como tal, olho no olho. Tivemos uma conversa com o Barboza ontem. Todos sabemos que há uma possibilidade (de sair). Hoje, treinou com os não relacionados. Depois de amanhã treinará normal e, na quarta-feira, conto com o Barboza, obviamente — disse Franclim Carvalho.
Com contrato com o Botafogo até o fim do ano, Barboza será vendido para que a diretoria alvinegra consiga pagar os salários de maio dos atletas. A decisão foi tomada por John Textor na época em que o empresário americano ainda estava no comando da SAF, e corroborada por Durcesio Mello, administrador interino. O negócio gira em torno de 4 milhões de dólares (R$ 20 milhões).
Franclim Carvalho também analisou a derrota do Botafogo para o Remo — a sua primeira no comando do alvinegro. Para o treinador português, o time não conseguiu aproveitar as chances que teve no primeiro tempo e sequer conseguiu controlar o jogo com a bola na segunda etapa. A equipe da casa começou bem, com um gol nos primeiro minutos, mas caiu de produção e sofreu a virada nos acréscimos.
— No primeiro tempo, poderíamos ter feito mais gols. Tivemos chances de fazer o 2 a 0. Mas não conseguimos controlar o jogo com a bola no segundo tempo. Não podemos não fazer nenhum chute ao gol do adversário. Há uma junção – da falta de concretização e das transições defensivas. Quando Allan sentiu, poderia ter colocado um volante. Optei por ter mais um atacante porque o empate não nos satisfazia. Tínhamos 6 jogadores na área adversária, porque queríamos ganhar o jogo. Tínhamos 4 contra 3 na defesa. Parece-me que o aspecto anímico pesou. Acho que junta as duas coisas, o primeiro tempo que não concretizamos, e o segundo tempo que nos expusemos.
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— Hoje foi, entendemos que foi o momento. Na quarta-feira vamos ver. Gosto de atacantes com as características do Kadir. É um menino que está a aprender e em crescimento muito rápido. Temos que ter paciência, está longe de ser um jogador feito. Ele joga com o desgaste da defesa e cria oportunidades. Temos que ter calma. Estava bem no jogo, mas precisávamos de mais gente por dentro para criar, por isso continuamos com o Cabral. Ele não saiu pelo rendimento, e sim por como olhamos para o jogo.
— Nós temos uma ideia de propor o jogo, controlar o jogo com a bola. Sofremos um primeiro gol em que tínhamos superioridade numérica atrás. Há um cruzamento que o Bastos acaba desviando para o adversário, um lance que estava controlado. O segundo gol, nós estávamos com quatro contra três. Eu acho que estamos mais equilibrados defensivamente, é a minha opinião. Quando tentamos controlar o jogo com a bola, é normal que estejamos mais expostos para as transições de adversários como esses. Temos jogadores de trás que são rápidos, podem recuperar. Sofremos dois gols de transições, mas é um processo coletivo com e sem a bola.
— Os jogadores são todos importantes. Quando olhamos para o jogo e temos os atletas à disposição, conhecemos as características. Não coloco porque gosto mais ou menos ou porque a torcida pede. Não podemos gerir a equipe de fora para dentro. Estou aqui para tomar decisões. É o meu papel. Quem decide sou eu, sou eu quem trabalho com os jogadores. O Allan se machucou, estávamos com o empate e tentamos arriscar. Optamos por colocar o Tucu pela questão da estatura. Teve dois lances que não definiu tão bem. O Tucu sempre teve poucos minutos comigo. Não é fácil entrar e fazer a diferença em 10, 15 minutos. Ele tem que conquistar espaço e tem trabalhado para isso.
