Haja coração! Ancelotti construiu reputação por vencer partidas dramáticas: relembre


“O sofrimento é normal”: a frase dita por Carlo Ancelotti após a classificação do Brasil sobre o Japão, nas oitavas de final da Copa do Mundo, não foi por acaso.

Ao longo da carreira, o treinador italiano construiu uma reputação justamente por vencer partidas dramáticas, muitas delas decididas nos minutos finais ou na prorrogação. Em algumas ocasiões, suas equipes pareciam derrotadas até arrancarem viradas históricas.

2003: Dida brilha nos pênaltis

Na final da Liga dos Campeões de 2003, entre Milan e Juventus, Ancelotti conquistou seu primeiro título europeu como treinador.

Depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. O brasileiro Dida brilhou ao defender três cobranças e garantiu a vitória do Milan.

2007: a revanche contra o Liverpool

Ainda técnico do Milan, Ancelotti viu seu time ir para a prorrogação nas quartas de final contra o Celtics numa disputa de 120 minutos sem gols. Só que, com o brilhantismo de Kaká, que na época vivia seu auge, três minutos após o apito que deu ínicio ao tempo extra, o Milan chega ao gol pelo meio das pernas de Boruc, goleiro do time escôces.

Novamente numa final contra o Liverpool, Ancelotti teve uma chance de revanche: dois anos antes, viveu uma das derrotas mais dolorosas de sua carreira.

Na final de Istambul, o Milan abriu 3 a 0 sobre o Liverpool ainda no primeiro tempo, mas sofreu o empate e acabou derrotado nos pênaltis.

Em 2007, veio a revanche. Na decisão disputada em Atenas, o time de Ancelotti abriu vantagem de dois gols. Aos 44 minutos do segundo tempo, Kuyt, do Liverpool, fez um gol, deixando o jogo, em seus últimos minutos, em aberto.

Só que o time comandado pelo italiano prevalece, levantando sua sétime taça.

Em seu primeiro título pelo Real Madrid, time que comandou entre 2013 e 2015 e depois entre 2021 e 2025, o italiano já deu logo uma prova aos torcedores madridistas de como é ganhar títulos sob seu comando.

Na final entre os rivais Real Madrid e Atlético de Madrid, disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, a equipe de Ancelotti perdia até os 48 minutos do segundo tempo.

Foi quando Sergio Ramos subiu mais alto após um cruzamento e empatou a partida de cabeça, levando a decisão para a prorrogação.

O gol abalou o Atlético de Madrid. No tempo extra, Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo marcaram, transformando um jogo dramático em uma vitória por 4 a 1 e garantindo ao Real Madrid a histórica “La Décima”, seu décimo título europeu.

2022: eenascimento nos acréscimos

Em uma das campanhas mais marcantes dos últimos anos, o Real Madrid de Ancelotti quase viveu um vexame nas quartas de final contra o Chelsea, então campeão da competição.

Após vencer o jogo de ida por 3 a 1, em Londres, os espanhóis viram os ingleses abrirem 3 a 0 no Santiago Bernabéu e assumirem a vantagem no placar agregado.

A reação começou aos 35 minutos do segundo tempo, quando Rodrygo marcou o gol que levou a decisão para a prorrogação e devolveu a esperança aos torcedores madridistas.

No tempo extra, Karim Benzema voltou a aparecer. O francês marcou o gol da classificação e colocou o Real Madrid nas semifinais.

A final daquele ano foi mais tranquila. Logo no início do segundo tempo, Vini Jr., eleito o melhor jogador jovem da competição, marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool, garantindo a 14ª Liga dos Campeões do clube, recordista absoluto do torneio.

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