Harmonização facial dos famosos: especialista alerta sobre exageros e defende naturalidade

De rostos transformados nas redes sociais aos exageros que viram alvo de críticas, a harmonização facial virou febre entre famosos, mas nem sempre com resultados naturais. Em entrevista ao EXTRA, o especialista Dr. Ariel Camargo explica quando o procedimento é indicado, alerta para os excessos e defende: o segredo não é mudar o rosto, mas respeitar a identidade de cada pessoa.
EXTRA: Muitas pessoas criticam a harmonização exagerada dos famosos. Quando o procedimento passa do ponto?
Dr. Ariel Camargo: O procedimento passa do ponto quando a pessoa deixa de se reconhecer no espelho. O problema não é apenas o excesso, nem sempre é a quantidade. É quando a estética deixa de respeitar a identidade e passa a seguir referências externas, muitas vezes influenciadas pelas redes sociais. Hoje muitas pessoas não buscam melhorar o próprio rosto, mas se aproximar de um rosto que viram na internet, o que acaba levando à padronização. Quando o procedimento aparece antes da pessoa, algo se perdeu no caminho. A harmonização bem feita não chama atenção. Ela revela, não mascara.

É possível reverter um procedimento?
Em alguns casos, é possível reverter procedimentos, principalmente os feitos com ácido hialurônico, através de enzimas específicas. Isso traz mais segurança, mas não deve ser visto como um incentivo a decisões impulsivas. A reversão existe para corrigir excessos ou resultados indesejados, não para justificar a falta de planejamento. O melhor resultado não é aquele que pode ser desfeito, mas aquele que foi bem indicado desde o início e respeita o rosto da pessoa a ponto de não precisar de correção.
 Harmonização facial é a mesma coisa que preenchimento?
Não. Esse é um dos maiores equívocos hoje. A harmonização facial é um conjunto de tratamentos que envolvem qualidade de pele, estímulo de colágeno, equilíbrio muscular e, em alguns casos, reposição de volume. O preenchimento é apenas uma das ferramentas dentro desse processo. Reduzir a harmonização ao preenchimento é simplificar algo que, na verdade, exige análise, planejamento e uma visão global do rosto. O problema é que muita gente passou a associar harmonização apenas ao que chama mais atenção, e isso distorce completamente o conceito.

As redes sociais estão influenciando a forma como as pessoas enxergam a própria aparência?
Sem dúvida. Hoje muitas pessoas não se comparam mais com quem está ao redor, mas com versões irreais que veem todos os dias nas redes sociais. Isso muda a forma como a pessoa se enxerga. O natural começa a parecer insuficiente. Muitas vezes, a pessoa nem tinha um incômodo real, mas passa a ter depois de ver determinado padrão repetido várias vezes. O problema não está na estética, mas na referência. Quando a comparação é constante, a busca deixa de ser por melhora pessoal e passa a ser por adaptação a um padrão.
Como saber se a motivação para fazer um procedimento é saudável?
A pergunta mais importante não é “o que eu quero mudar”, mas “por que eu quero mudar”. Quando existe um incômodo claro, algo específico que sempre incomodou, a decisão tende a ser mais consciente. Agora, quando vem da comparação, da pressão ou da necessidade de aprovação, o risco de insatisfação é muito maior. Procedimentos estéticos não resolvem questões emocionais profundas. Eles podem ajudar, mas não substituem esse processo.
Existe uma forma de envelhecer bem sem perder a naturalidade?
Sim, e esse deveria ser o principal objetivo. Envelhecer bem não é tentar parecer mais jovem o tempo todo, mas manter qualidade de pele, estrutura e proporção ao longo dos anos. Quando o cuidado começa cedo, de forma leve e planejada, é possível evitar mudanças bruscas no futuro. A ideia não é parar o tempo. É acompanhar o tempo com equilíbrio.



Qual o maior erro que as pessoas cometem ao buscar harmonização facial?
O maior erro é tratar o rosto de forma fragmentada. A pessoa quer corrigir um ponto específico, mas esquece que o rosto funciona como um conjunto. Outro erro muito comum é seguir referências externas, como fotos de outras pessoas ou tendências da internet. Cada rosto tem uma estrutura única. Quando isso não é respeitado, o resultado pode parecer artificial, mesmo com pequenas intervenções. A harmonização começa no planejamento, não no procedimento.
Quais são os benefícios da harmonização facial? E quando fazer e para quem é indicada?
A harmonização facial não deveria começar com uma seringa, mas com um olhar. Mais do que mudar traços, ela busca equilíbrio, proporção e qualidade da pele, sempre respeitando a identidade de cada pessoa. Quando bem indicada, pode suavizar sinais do tempo e corrigir pontos que incomodam, mas o principal benefício é fazer com que a pessoa se reconheça melhor no espelho, sem perder suas características.
Existe hoje uma associação muito forte entre harmonização e preenchimento, mas essa é uma visão limitada. Harmonização é um conjunto de tratamentos que trabalham o rosto como um todo, com planejamento, e não de forma isolada. Ela é indicada para quem busca autocuidado de forma consciente. O melhor momento não é quando a tendência pede, mas quando a decisão vem de dentro, e não da comparação com outras pessoas ou referências das redes sociais.

É necessário fazer manutenção do procedimento? De quanto em quanto tempo?
O objetivo da harmonização não deveria ser criar dependência, mas reduzir a necessidade de intervenção ao longo do tempo. Existe manutenção, porque o envelhecimento continua acontecendo. Mas quando há planejamento e respeito à estrutura do rosto, os resultados tendem a ser mais naturais e duradouros. A frequência varia de acordo com o tratamento e com a resposta de cada paciente. O mais importante é entender que manutenção não significa excesso, mas sim acompanhar o tempo de forma inteligente, sem tentar apagar a idade, e sim envelhecer bem.



Dr. Ariel Camargo é especialista em harmonização facial
Divulgação



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