Um adolescente de 17 anos procurou a 12ª DP (Copacabana) no sábado após ser confundido nas redes sociais com um dos réus acusados de estuprar uma jovem de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O rapaz afirma que tem nome semelhante ao de um dos investigados, também citado no caso, e decidiu ir até a unidade policial para evitar novos enganos.
O episódio ocorre após a Polícia Civil do Estado do Rio divulgar os nomes dos quatro homens denunciados por estupro com concurso de pessoas. Segundo as investigações, o crime aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana. A vítima relatou ter sido atraída ao local por um ex-namorado e, durante o encontro, outros quatro homens teriam entrado no quarto e cometido a violência.
Com a repercussão do caso e a divulgação dos nomes dos acusados, internautas passaram a procurar os suspeitos nas redes sociais. Foi nesse contexto que o adolescente, que foi até a delegacia, passou a receber mensagens e ser apontado equivocadamente como um dos envolvidos.
“Fala, galera, tô aqui na delegacia, na 12ª de Copacabana, onde a menina veio fazer a denúncia. Estava justamente aqui porque o nome que está na reportagem é parecido com o meu, mas não sou eu. Tá na foto que não sou eu. O nome completo dele não é igual ao meu”, afirmou o jovem em vídeo publicado nas redes sociais.
Ele explicou que, embora compartilhe parte do nome com um dos réus, o sobrenome completo é diferente. Segundo o adolescente, como em alguns trechos das publicações o nome aparece de forma abreviada, pessoas passaram a pesquisar nas redes sociais e encontraram o perfil dele.
“Tem gente pesquisando o nome no Instagram e achando o meu. Já postei que não sou eu. Vim aqui na delegacia justamente para ver se precisava de alguma coisa. Não precisa de nada, não sou culpado de nada”, declarou o adolescente.
O caso de estupro segue sob investigação. A Polícia Civil do Rio procura quatro homens réus. Trata-se de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. O crime aconteceu na noite do dia 31 de janeiro, quando um menor de 17 anos atraiu a adolescente, que seria sua ex-namorada, para um encontro amoroso num apartamento na Rua Viveiros de Castro. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os outros homens entraram no cômodo e praticaram o crime.
Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio.
Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência. O delegado Ângelo Lages, que conduz o inquérito, detalhou como a vítima chegou à unidade de polícia.
O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.
Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira.
O Disque Denúncia (2253-1177) divulgou, neste domingo, um cartaz para auxiliar nas investigações da 12ª DP (Copacabana), com o objetivo de obter informações que levem à localização e prisão dos quatro homens envolvidos no crime.
O que diz a defesa
A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a ocorrência de estupro. Segundo Rafael De Piro, advogado do foragido, duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feito anteriormente.
“Há nos autos do processo mensagens de texto trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Informa ainda que ele jamais foi aluno do Colégio Pedro II. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”, diz a nota.
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Homônimo de procurado por estupro de adolescente em Copacabana vai à delegacia: 'Não sou eu'
