— Com as mãos ainda trêmulas pela abstinência, comecei a escrever os textos de próprio punho, um por dia. E os lia todo sábado pra minha namorada, Sheila, nas visitas que ela me fazia. Quando percebi que já tinha uns oito, dez textos, só aí pensei que poderia dar um livro — conta Arruda, dizendo que o processo da escrita foi “desafiador e, ao mesmo tempo, maravilhoso”: — Eu colocava as ideias no papel pautado, sem pressa. Levava uns 40 minutos escrevendo um texto. Dava tempo de refletir, porque não existia a tecla “delete” para voltar atrás (o uso do computador é vetado pela clínica).
