O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass (13), detalhou nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) as três primeiras medidas concretas que adotará nos 100 primeiros dias de governo para enfrentar o que classifica como “caos” na saúde pública.
As declarações foram feitas durante entrevista ao programa O Xadrez da Política, comandado pelo jornalista Hélio Rosa e transmitida em live no YouTube.
Grass reforçou que a saúde é a “prioridade máxima” de sua campanha. “É a maior dor da população. É a coisa que a população mais quer que seja resolvida diante do caos que tá aí”, afirmou.
As três medidas imediatas
1. Nomeação imediata de concursados
“Primeira medida: nomear todos os servidores que estão aguardando nos concursos de higiene, enfermeiros, agentes comunitários de saúde. Vamos reforçar o time.”
2. Parcerias com o governo federal e ampliação de leitos
“Segunda medida: parcerias, programas, projetos do governo federal pra gente ampliar a rede de atendimento rápido aqui em Brasília. Vamos fazer os convênios pra ampliação de leitos de UTI, leitos de retaguarda pra poder fazer as cirurgias. Vai contratar mais médicos pelo programa Mais Médicos, além de residentes.”
3. Uso da rede privada ociosa 24 horas
“Terceira medida: contratar toda a rede privada ociosa hoje pra poder operar de madrugada. No final de semana, a gente faz grande plano de enfrentamento à fila da saúde.”
O diagnóstico das filas
O petista citou números que ilustram a gravidade da situação atual:
– Mais de 13 mil pessoas na fila de cirurgia.
– Quase 100 mil pessoas aguardando consulta e exame.
– Tempo médio de espera de 254 dias.
A meta dele é clara e ambiciosa: “Garantir que até o final do meu governo o tempo máximo de espera seja de 30 dias e não de 254 como é hoje.”
O tom de urgência
Grass apresentou as propostas com linguagem direta e gestos enfáticos, deixando evidente que pretende transformar a saúde no carro-chefe da gestão. A resposta veio logo após Hélio Rosa lembrar que a saúde tem sido bandeira central da campanha e cobrar medidas concretas e origem dos recursos.
Ao priorizar a nomeação de concursados, a ampliação de leitos via parcerias federais e o uso imediato da capacidade ociosa da rede privada, inclusive de madrugada e nos fins de semana, o candidato tenta responder à cobrança popular por soluções rápidas em meio à crise estrutural da saúde no Distrito Federal.
A entrevista no Xadrez da Política coloca a saúde no centro do debate eleitoral a poucos dias das urnas.
