Em último ano de mandato e a poucos meses das eleições, governo federal anuncia investimento bilionário para enfraquecer financeiramente facções e fortalecer segurança pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira (11) o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com um pacote total de R$ 11,1 bilhões. A iniciativa ocorre no último ano de seu mandato e a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, período em que a segurança pública se torna um dos temas centrais do debate político.
Do montante anunciado, R$ 968,2 milhões serão aportes diretos do governo federal. Os outros R$ 10 bilhões serão destinados a financiamentos para estados e municípios por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
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O programa está estruturado em quatro eixos principais:
- Asfixia financeira das organizações criminosas (R$ 302,2 milhões): Fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), criação de um FICCO Nacional, expansão do Comitê de Investigação Financeira e leilões centralizados de bens apreendidos.
- Sistema prisional seguro (R$ 324,1 milhões): Bloqueio de sinais para impedir comunicações ilícitas, padrão de segurança máxima em 138 unidades, criação do Centro Nacional de Inteligência Penal e operações para remover celulares, armas e drogas.
- Esclarecimento de homicídios (R$ 196,7 milhões): Fortalecimento de polícias científicas, qualificação de Institutos Médico-Legais, expansão de Bancos de Perfis Genéticos e integração do Sistema Nacional de Análise Balística.
- Combate ao tráfico de armas (R$ 145,2 milhões): Criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (RENARME), fortalecimento do SINARM e operações integradas nas fronteiras.
Lula destacou que uma das frentes principais será “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado”. Ele mencionou ainda ter discutido o tema com o presidente Donald Trump durante reunião recente na Casa Branca.
A iniciativa busca consolidar uma marca própria do governo federal na área de segurança, respondendo ao forte discurso da oposição sobre o tema. O programa prioriza o combate às bases econômicas das facções e a ampliação da presença da Polícia Federal nas fronteiras.
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