Médicos que atenderam Bolsonaro na Papudinha denunciam atraso de pagamento pela SES-DF


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Profissionais escalados para plantões extras entre janeiro e março afirmam não terem recebido pelos serviços prestados

Pelo menos três médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que realizaram plantões extras para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha denunciam não terem recebido pelos serviços prestados entre janeiro e março deste ano.

Os profissionais foram convocados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou assistência médica 24 horas ao ex-presidente. Eles atuaram no formato de Trabalho por Período Definido (TPD), uma espécie de hora extra utilizada pela SES para suprir déficits de pessoal.

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Um dos médicos relatou ter realizado oito plantões, alguns noturnos e em finais de semana, e afirma ter quase R$ 15 mil a receber. Segundo ele, o primeiro pagamento deveria ter sido feito em fevereiro, mas até o momento nada foi depositado.

Os servidores seguiram todas as orientações da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP), incluindo o protocolo das folhas de ponto no Sistema Eleônico de Informações (SEI). Mesmo assim, os valores não foram pagos. A SES-DF foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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Os médicos afirmam que pretendem ingressar na Justiça caso o pagamento não seja regularizado em breve. Durante o período em que atuaram, eles prestavam atendimento exclusivo a Bolsonaro, com pelo menos três visitas diárias e monitoramento noturno.

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