A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, garantiu que as eleições de 2026 não vão atrapalhar a contratação dos aprovados na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2). Já a terceira edição do certame só deve ser realizada em 2027, uma vez que a seleção não ocorre em anos eleitorais.
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Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela EBC, a ministra disse que o cronograma do CNU 2 foi estruturado justamente para respeitar as regras do calendário eleitoral, que impedem a contratação de servidores quando o concurso ainda não foi homologado.
— Se o concurso já tiver sido homologado antes da defesa eleitoral, que será em 4 de julho (de 2026), pode-se contratar mesmo depois dessa data. E o calendário do CNU 2 foi feito justamente pensando na defesa eleitoral — explicou.
Por esse motivo, as provas da segunda fase foram aplicadas em 7 de dezembro, com resultados previstos para 20 de fevereiro. Com três chamadas previstas, a última lista de aprovadas deve ser divulgadas em 16 de março.
De acordo com a ministra, a maioria das vagas do CNU 2 não exige curso de formação, permitindo a homologação dos resultadas mais rápida. Já os cargos com curso obrigatório são de carreiras com formações curtas, com duração máxima de um mês. Isso quer dizer que o cronograma permite que as nomeações aconteçam no prazo legal.
— Deve começar o curso de formação em abril e terminar em meados de maio. Portanto, também com prazo para homologar o resultado antes da defesa eleitoral. Não há risco para pessoas que estão no CNU 2 de não tomarem posse no ano que vem — afirmou a ministra.
Terceira edição do CNU em 2027
Sobre a possibilidade de uma terceira edição do concurso, a ministra confirmou que o próximo CNU deve ficar para 2027. Segundo ela, nesta edição, a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) passou a operar diretamente o concurso e ficará responsável por manter os registros e a memória técnica necessários para futuras seleções.
— A nossa expectativa, diante da aceitação da população e do sucesso do concurso, inclusive com estados e municípios querendo aderir ao CNU, é que haja uma exigência da própria sociedade para que ele continue sendo feito. E a Enap vai estar pronta para continuar fazendo — disse.
Convocações do CNU 1
No dia 10 de dezembro, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) convocou 677 pessoas aprovadas na primeira edição do CNU 1, realizado em 2024.
Os convocados vão ocupar cargos como analista técnico-administrativo (ATA), administrador, arquiteto, arquivista, bibliotecário, contador, economista, engenheiro, estatístico, médico, psicólogo, técnico em assuntos educacionais e técnico em comunicação social.
Antes disso, o ministério já havia convocado candidatos para o preenchimento de 3.910 vagas da primeira edição do concurso, sendo 1.933 remanescentes e 1.977 adicionais.
Assim como ocorre no CNU 2, os cargos do CNU 1 que não exigem curso de formação já estão homologados. As demais carreiras terão cursos a partir de janeiro, com previsão de término em abril, por se tratarem de formações mais longas.
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Ministra diz que eleições do próximo ano não devem travar contratações do CNU 2 e prevê próxima edição em 2027
