Fora da relação dos convocados para os amistosos da seleção contra França e Croácia, quinta (26) e terça-feira (31), Lucas Paquetá tem encontrado dificuldades para se readaptar ao futebol brasileiro. E é importante que ele se firme no Flamengo de Leonardo Jardim, porque, como remanescente do time que disputou a última Copa do Mundo, ele era até aqui muito bem cotado entre os 26 da lista final de Ancelotti. A concorrência, porém, começa a pôr em risco a presença do meia no Mundial.
Titular em oito dos 13 jogos que fez no Flamengo, Paquetá tem, com a camisa rubro-negra, 791 minutos de bola rolando. A média de 60,8 contrasta com os 83,2 dos últimos 13 jogos pelo West Ham, da Inglaterra — 26,9% a menos. O problema é que, com a chegada de Leonardo Jardim, a presença entre os titulares tem sido inconstante. O meia iniciou apenas duas das quatro partidas sob o comando do novo técnico e tem 213 minutos de participação — 59,1% dos 360 disputados.
Hoje, 52 dias após a estreia dele, na derrota para o Corinthians (2 a 0) na final da Supercopa, Paquetá ainda divide com Arrascaeta uma vaga na linha média do Flamengo de Jardim. E aí cabe a discussão sobre o momento do jogador que carrega a pompa de mais cara aquisição do futebol brasileiro. Em primeiro plano: o que pode estar limitando a participação dele? Depois: o clube acertou ao pagar 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões) num meia que não consegue fazer a diferença?
São abordagens que merecem distintas apreciações. Paquetá fez em 49 dias pelo Flamengo o mesmo número de partidas feitas em 98 com a camisa do West Ham. Ou seja: o pouco tempo de recuperação entre os jogos pode estar impactando a preparação do meia que passou as últimas oito temporadas na Europa. E a dosagem nos jogos por aqui pode fazer parte de carga mais pesada de treinos, visando atingir o ápice no decorrer da temporada. O que me parece ser o mais provável.
Paquetá tem 28 anos e um valor sentimental imensurável para o Flamengo no médio prazo. Mas tem dois meses para voltar a jogar o futebol competitivo que o levou à seleção. O volante alvinegro Danilo, do Botafogo, que ontem voltou a jogar bem na vitória sobre o RB Bragantino, já se transformou numa sombra. E o catarinense Gabriel Sara, hoje no Galatasaray, terá uma chance com Carlo Ancelotti nesta Data Fifa. Vejamos…
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Os fatores que podem deixar Paquetá, do Flamengo, fora da Copa do Mundo
