Sabe quando bate aquela vontade de ir a um restaurante experimentar pratos diferentes? E quando uma visita pede recomendações de lugares para comer? A montagem da lista desses locais para quem vivem em favelas da Zona Sul do Rio ganhou um reforço com o concurso Favela Gourmet, que escolheu os três melhores entre 14 estabelecimentos com opções de dar água na boca: na Rocinha, no Vidigal e no Pavão-Pavãozinho-Cantagalo (PPG).
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Os estabelecimentos participaram do concurso com opções de preços acessíveis. Os petiscos custavam entre R$ 15 e R$ 35. Já os pratos principais, entre R$ 35 e R$ 50.
— O concurso foi para atrair mais visitantes para as favelas. O cliente chegava e avaliava num formulário a qualidade do produto, o atendimento e a limpeza do estabelecimento — explica Renan Monteiro, fundador do Na Favela Turismo, responsável pela iniciativa.
No fim do ano passado, três ganharam a disputa, com um prêmio de R$ 1 mil para cada um. Conheça os vencedores.
Sabor nordestino conquista consumidores no PPG
Cardápio do Panelada tem raízes nordestinas
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O ossobuco — carne bovina com tutano — com arroz branco e pirão de pata de vaca rendeu ao restaurante Panelada a preferência do público. De entrada, tripa de porco crocante. O cardápio tem as raízes nordestinas do fundador Nasifran Barbosa, cria de Pacujá, no Ceará.
No início, o estabelecimento só servia bebidas e petiscos. A mudança veio durante o período da pandemia.
— Voltei para o Ceará e, na casa da minha sogra, vi esses pratos e tive a ideia de trazer para cá — conta Nasifran.
A novidade pegou e fez o restaurante chegar ao primeiro lugar do Favela Gourmet, no PPG.
—Até hoje temos clientes que vem conhecer nosso espaço — comemora.
O estabelecimento fica aberto do meio dia às 4h da manhã todos os dias — exceto às terças — na Rua Saint Roman 27.
Bar na Rocinha aposta em bolinho de bacalhau
Bolinho de bacalhau do Bar do Luquinhas, na Rocinha
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O bolinho de bacalhau do Bar do Luquinhas foi o grande vencedor entre os participantes da Rocinha. Criado há pouco menos de um ano, em março de 2025, o estabelecimento tenta expandir as opções culinárias na comunidade.
— Nosso bolinho de bacalhau tem um toque especial, 100% artesanal, feito sem batata e com um sabor marcante e incomparável — conta o fundador Lucas Freire.
O prêmio é um incentivo para o estabelecimento que tem o propósito de se tornar uma extensão da casa dos clientes.
— Apesar de ser pequeno, é um ambiente acolhedor e familiar. Creio que esse é um diferencial. Todos se sentem em casa — afirma.
O bar fica na Estrada da Gávea 515, e funciona de terça a domingo, do meio-dia até o último cliente.
Cafeteria tem de cuscuz a doces artesanais no Vidigal
Cuscuz da cafeteria Flor de Baunilha, no Vidigal
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No Vidigal, a cafeteria Flor de Baunilha foi a escolhida por seu cuscuz com carne seca e queijo coalho acompanhado de banana da terra grelhada com manteiga de garrafa e mel, além de camponata de casca de banana.
Com 11 anos de existência, o local começou como uma doceria após a fundadora Veronica Dutra ganhar uma louça de presente no momento em que perdeu um parente.
— Começamos como doceria artesanal, e hoje a loja se apresenta como cafeteria. Então, tenho cappuccinos, ovos mexidos, omeletes e sanduíches tipo misto quente com ovo e queijo com banana — conta.
Agora, Veronica tem focado em capacitações para ampliar as opções. O local fica na Rua Major Toja Martinez Filho 23, de terça a sexta das 8h às 18h e sábado e domingo de 8h às 12h.
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