Anunciado para 20 mil, ato da governadora ficou quase vazio mesmo com convocação de comissionados
O evento realizado por Celina Leão neste sábado, em Ceilândia, foi o segundo grande fracasso de mobilização da governadora em pouco tempo. Anunciado para reunir 20 mil pessoas, o ato não passou de 1.500 presentes, segundo relatos e imagens que circularam nas redes. Mesmo com nova convocação de comissionados do governo, o público ficou muito abaixo do esperado e em determinados momentos o espaço aparecia quase vazio.
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A baixa adesão ocorre em um momento delicado para a pré-campanha de Celina Leão. Apesar do forte apoio da máquina do governo e da cobertura midiática favorável, a governadora não consegue se descolar da sucessão de escândalos e da percepção de má gestão que marcam seu mandato. A saúde pública, em especial, continua sendo o principal ponto de desgaste, com uma sequência de mortes em hospitais e UPAs que mantém a população revolta e a oposição em alta.
Imagens do evento mostram a dificuldade da atual gestão em traduzir o aparato do Estado em apoio popular. A convocação de servidores comissionados, prática recorrente em atos oficiais, não foi suficiente para encher o local. A comparação com o anúncio de 20 mil pessoas e a realidade de pouco mais de 1.500 presentes reforça a leitura de que a campanha de Celina patina e enfrenta resistência nas bases.
Mesmo com toda a força da máquina e da mídia a seu favor, Celina Leão não consegue se descolar dos escândalos diários e da má gestão.
O segundo flop consecutivo de mobilização alimenta a percepção de que a governadora enfrenta dificuldades para consolidar sua pré-candidatura ao governo. Enquanto a oposição ganha espaço com discursos de denúncia e propostas de mudança, o grupo governista ainda busca um ritmo de campanha capaz de reverter a imagem negativa acumulada nos últimos meses.
A sequência de problemas na saúde pública, os questionamentos sobre contratos e a crise no BRB continuam dominando o noticiário e dificultando qualquer tentativa de reconstrução da imagem da gestão. O evento em Ceilândia, que deveria servir de demonstração de força, acabou se transformando em mais um sinal de fraqueza eleitoral. A baixa presença popular, mesmo com a estrutura do governo mobilizada, mostra que o desgaste é real e que a população responde com indiferença ou rejeição.
A pré-campanha de Celina Leão entra em um momento decisivo. Com o calendário eleitoral avançando, a dificuldade de encher eventos e a permanência dos escândalos no centro do debate colocam a governadora sob pressão. O segundo flop em Ceilândia reforça a leitura de que a campanha ainda não decolou e que o caminho até as urnas será marcado por forte contestação e cobrança por resultados concretos na gestão.
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