Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, assim como a ministra Cármen Lúcia, acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, no sentido de que há “justa causa” para a abertura da ação penal contra os policiais. Segundo Moraes, a denúncia subscrita pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, apresentou a “materialidade e indícios suficientes de autoria” de que os policiais aderiram ao plano dos irmãos Brazão — o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Domingos, e o ex-deputado, Chiquinho — que resultou na morte de Marielle e Anderson, “sob o compromisso de, em nome da associação criminosa, garantir-lhes impunidade”.
