Ciclone se torna o mais forte de 2026 e segue em direção a Taiwan e ao sul do Japão
O supertufão Champi, formado no Oceano Pacífico, atingiu ventos sustentados de cerca de 296 km/h nesta semana e passou por uma rápida mudança no tamanho de seu olho, a região de relativa calmaria no centro da tempestade. Segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC), o ciclone alcançou intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, na última terça-feira (20/10).
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No mesmo dia, a pressão atmosférica em seu centro foi estimada em 895 hPa, um valor característico de tempestades extremamente intensas. Nesta quarta-feira (21/10), o Champi começou a perder força, mas ainda mantém ventos intensos. O ciclone avança pelo Oceano Pacífico em direção à região entre Taiwan e o sul do Japão.
Quando passou perto de Guam, território insular dos EUA na Micronésia, o olho do tufão tinha apenas 8 a 10 quilômetros de largura, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos na ilha. Dias depois, imagens do sistema mostravam um olho com cerca de 56 quilômetros. Com esse pico de 296 km/h, o Champi se tornou o ciclone tropical mais forte de 2026, segundo uma publicação da Nasa, que cita um levantamento do The Weather Network.
O supertufão Champi atingiu ventos sustentados de 296 km/h, igualou o recorde de 2026 e expandiu o olho de 8-10 km para cerca de 56 km em poucos dias.
A mudança no tamanho do olho ocorreu enquanto o tufão passava por uma reorganização interna comum em tempestades muito fortes. Meteorologistas identificaram sinais de que o Champi passou por esse processo, em que uma segunda faixa de nuvens se forma mais afastada do centro e assume o lugar da parede original, resultando em um olho maior. Ao g1, o meteorologista Kerry Emanuel, professor do MIT, afirmou que o ciclone chegou perto do limite de força possível para um sistema com núcleo tão grande.
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Até o fechamento, não há informação sobre a trajetória definitiva confirmada pelos centros meteorológicos nem sobre o número de pessoas já em alerta ou evacuadas em Taiwan ou no sul do Japão. Também não constam detalhes sobre medições realizadas por aeronaves dentro da tempestade.
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