Menos de duas horas após a Cedae concluir os reparos na tubulação que se rompeu na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um novo vazamento foi identificado em outro ponto da mesma adutora no fim da tarde desta sexta-feira. Com o isso, o sistema volta a operar com 50% da capacidade e o fornecimento de água pode ser impactado no estado.
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Na manhã de quinta-feira, o rompimento da tubulação deixou um rastro de destruição na vizinhança e prejudicou o abastecimento. Às 16h desta sexta-feira, a Cedae anunciou o fim do conserto. A tubulação voltou a apresentar vazamento às 17h50.
A Cedae informa que técnicos da companhia estão no local para realizar o reparo, que deve ser concluído nas próximas horas.
A produção da estação será mantida em metade da capacidade até o fim da manutenção. A empresa diz que as concessionárias responsáveis pela distribuição de água na região abastecida pelo sistema foram comunicadas.
O primeiro rompimento
Era quase meio-dia quando moradores escutaram um forte estrondo e uma onda invadiu casas e lojas no entorno da unidade da Cedae. Telhados, muros e paredes foram abaixo, e nove famílias ficaram desalojadas. Com o vazamento, o Sistema Guandu passou a operar com metade de sua capacidade; o fornecimento foi totalmente cortado para os consumidores da Zona Oeste do Rio e de sete cidades da Baixada.
A Cedae informou que a tubulação se rompeu após ser danificada durante uma obra e que o reparo deve ser concluído ainda na manhã de hoje. As concessionárias que fazem a distribuição de água estimam que o abastecimento só deve estar normalizado 72 horas depois do conserto. De acordo com a estatal, a água que vazou era tratada.
‘Fiquei chorando’
Imagens nas redes sociais mostram muita água jorrando de dentro da estação de tratamento. Ruas no entorno ficaram completamente inundadas. Em um dos vídeos, Pâmela Costa, moradora da Rua Jasmins, no bairro Prados Verdes, aparece presa nos escombros após parte de sua casa desabar com o impacto da água. Em desespero, ela gritava por socorro.
— Por causa dos escombros, eu não estava conseguindo sair. Fiquei chorando, até que um vizinho conseguiu abrir o portão com uma madeira. Ele me salvou e ainda resgatou meu cachorro, que estava se afogando — contou.
Moradora da mesma rua, Jaqueline Batista da Silva, de 31 anos, estava em casa com a mãe, que é diabética, o pai, que tem câncer, ambos idosos, e uma irmã quando tudo aconteceu. Ela conta que todos demoraram a entender o que estava acontecendo quando paredes começaram a cair.
— Tomamos um susto. Só vimos as coisas desabando com a força da água e não entendíamos nada. Ficamos presos dentro de casa, pedindo ajuda aos vizinhos, até que o pessoal veio e conseguiu tirar a gente. Entrou água na casa toda, que ficou muito destruída. Desabaram a varanda e a cozinha, e nossos móveis ficaram todos quebrados. Perdemos, por exemplo, geladeira, televisão, sofás e camas — relatou. — A gente olha para nossa casa e não vê como recomeçar. É desesperador. Estou ainda muito nervosa.
Jaqueline falou com O GLOBO enquanto ela e seus parentes reuniam pertences para se hospedar numa pousada da região. A estadia será custeada pela Cedae.
A Prefeitura de Nova Iguaçu informou que também tem equipes prestando atendimento às vítimas. Até a noite de ontem, um levantamento verificou 18 residências afetadas, sendo dez habitadas e oito vazias. Também foram atingidos 11 imóveis comerciais, uma igreja e seis salas comerciais. Todos ficam na Rua Jasmins e na Estrada Rio–São Paulo. Ainda sobre os danos, a Cedae afirmou que, além dos imóveis, nove carros e uma moto foram danificados pelo vazamento.
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Tubulação da Cedae apresenta novo vazamento e Guandu volta a operar com 50% da capacidade
