Vendedora processa empresa após o chefe e outros colegas apostarem 'quem dormiria com ela primeiro'

A vendedora Molly Craigie foi à Justiça no Reino Unido acusando o chefe e outros colegas da East Anglia Home Improvements de terem apostado “quem dormiria com ela primeiro”.
Porém Molly perdeu o processo por assédio sexual por questões técnicas, pois apresentou a queixa fora do prazo legal.
Mas a britânica não saiu de mãos vazias. Ela teve direito a receber 4.775 libras (cerca de R$ 34 mil) de uma outra ação que movia contra a empresa referente a férias não remuneradas. A companhia está apelando.
A East Anglia, entretanto, decidiu contra-atacar e pediu na Justiça que Molly pagasse 7.500 libras (R$ 53 mil) em custas judiciais.
O tribunal em Watford (Inglaterra) encarregado do caso repetiu o argumento: negou o pedido da companhia por ter sido apresentado fora do prazo.
Molly havia engressado na East Anglia em setembro de 2022. A função da vendedora envolvia visitar clientes que haviam demonstrado interesse em janelas com vidros duplos ou reformas residenciais e buscar a confirmação de contratos.
Três meses depois, Molly ficou sabendo da aposta, que envolvia o seu chefe direto e dois subordinados dele. Àquela época, a vendedora estava num “relacionamento sério”.
“Foi a primeira vez que senti que meus colegas, um dos quais era membro da gerência, me sexualizaram e me discriminaram, tudo por causa do meu sexo”, desabafou a britânica, de acordo com o “Daily Star”.
Apesar de a queixa ter sido apresentada fora do prazo, a juíza Rebecca Peer fez questão de frisar na sua decisão:
“Considero que qualquer aposta desse tipo configura conduta indesejada de natureza sexual.”



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