vídeo revelado em julgamento reascende possibilidade de negligência médica na morte do craque argentino


O novo julgamento sobre a real causa da morte de Diego Armando Maradona inaugurou um novo capítulo nas investigações nesta quinta-feira. Durante audiência no tribunal de San Isidro, tanto a família como os juízes envolvidos no caso tiveram acesso a um vídeo inédito de 17 minutos do craque argentino em seu leito de morte. As imagens mostraram Maradona na cama da própria casa, onde foi declarado morto, com o rosto e barriga muito inchados. Não havia equipamentos médicos no quarto.

O vídeo comoveu muito a família do astro; algumas pessoas choraram bastante e outros chegaram a esconder o rosto durante a exibição.

O socorrista Juan Carlos Pinto, que chegou de ambulância à casa de Maradona disse no tribunal que encontrou Maradona com inchaços anormais no corpo.

— O rosto estava muito inchado. Havia edema nos membros e o abdômen tinha aspecto globoso, como um balão — afirmou o médico.

Ao analisar as imagens, o profissional disse acreditar que o quadro foi causado por uma grande quantidade tanto de gordura quanto de ascite, um acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal frequentemente associado à cirrose hepática.

Além do inchaço, o médico também destacou a falta de equipamentos médicos no quarto, o que refutaria a tese de que Maradona recebia atendimento especializado em casa após a cirurgia no cérebro, que o levou a morte.

— Não havia desfibrilador, nem oxigênio, nada. No quarto, não havia nada que indicasse que o paciente estava internado em casa — concluiu o socorrista.

Além de Juan Carlos Pinto, um policial que esteve na casa de Maradona quando o craque foi declarado morto corroborou as afirmações de que não havia equipamentos médicos no local.

A nova investigação a respeito da morte de Maradona começou na última terça-feira. Sete profissionais de saúde são investigados por negligência e acusadas de homicídio.

Os réus são o psiquiatra, o neurocirurgião, o psicólogo, dois médicos, o enfermeiro e o enfermeiro-chefe responsáveis pelos cuidados do craque argentino. Uma oitava profissional também será julgada de forma separada. Os acusados negam responsabilidade pela morte de Maradona, afirmando que ele morreu por causas naturais.

No ano passado, houve a primeira tentativa de retomada do caso, mas as investigações e o julgamento foram anulados depois da renúncia de um dos juízes envolvidos. À época, a promotoria argumentou que os profissionais não seguiram os protocolos médicos de tratamento.

A defesa dos réus, no entanto, argumentou que a morte do jogador era inevitável, devido a problemas de saúde ao longo dos anos.

Em caso de condenação, os profissionais de saúde podem ser punidos com penas de 8 a 25 anos de prisão. O julgamento segue na Argentina, com duas sessões por semana: sempre às terças e quintas.

Maradona morreu em 2020, aos 60 anos, três semanas depois de uma cirurgia no cérebro. Ele foi diagnosticado com insuficiência cardíaca e edema pulmonar agudo, condição em que líquido se acumula nos pulmões.



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