Participei de decisões em que foi preciso jogar além do normal para virar o placar. Foram desempenhos que se tornaram referência na minha carreira. A virada do Vasco sobre o Palmeiras, na final da Copa Mercosul de 2000 é uma dessas lembranças que dão orgulho.
No final do primeiro tempo perdíamos de 3×0. Na descida para o vestiário o zagueiro Galeano vestiu uma faixa de campeão vinda de um torcedor palmeirense.
– Festejou antes da hora! – reclamei.
– Essa vocês perderam, Baixinho… – ele respondeu, tipo debochado.
No segundo tempo marquei três gols, o da virada, inclusive. Juninho Paulista marcou o outro; 4×3. E saímos do estádio Palestra Itália com a faixa que conquistamos no jogo, na técnica e na raça. Bons tempos!
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Papo Reto do Romário: 'Na técnica e na raça'
