Compositor que adotou o nome da escola, Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela, o Noca da Portela, morreu neste domingo. Aos 94 anos, ele se consagrou como um dos principais baluartes da agremiação e foi o autor de sete sambas enredos vencedores na Majestade do Samba, como o de 2015 que homenageava o Rio de Janeiro.
Barricada Zero: tráfico soube do programa cinco dias antes do anúncio oficial; ouça áudios
Desafio da caneta: do adeus ao pãozinho à mobilização da família, o tratamento das primeiras pacientes com Ozempic no SUS
Nascido em Leopoldina, Minas Gerais, morador de São Cristóvão, Noca começou a compor aos 15 anos na Escola de Samba Unidos do Catete, vencedora do carnaval com o samba-enredo “O grito do Ipiranga”, sua primeira nota dez. Sua ligação com a Portela começou em 1967, a convite de Paulinho da Viola.
Entre seus sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015. Ele integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.
MPRJ apura fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais do Rio
Embora tenha seguido a carreira artística, Noca não deixou de se envolver com política. Em 1982, cedeu a música “Virada” na campanha de 1982, quando apoiou Leonel Brizola para governador. Mais tarde, fez jingles para campanhas de Cesar Maia a prefeito e a de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente. Em 2006, Noca recebeu o convite da então governadora Rosinha Garotinho para assumir a Secretaria da Cultura do governo do estado, por nove meses;
“Figura querida e sempre presente em nossa quadra, Noca fará muita falta para toda a Família Portelense”, diz trecho da nota da agremiação.
Ainda não há informações sobre o velório.
Source link
Morre Noca da Portela, um dos baluartes da escola de Madureira
