Chuva no Rio: prefeitura anuncia R$ 258 milhões para obras de prevenção de deslizamentos pelo PAC Encostas

No mesmo dia em que diferentes bairros do Rio amanheceram com chuva forte e moderada, a prefeitura anunciou investimentos de R$ 258 milhões para a contenção de encostas em áreas de risco nas zonas Sudoeste, Norte, Centro e Grande Tijuca. Os recursos vêm do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e serão destinados a intervenções como obras de drenagem, contenção, readequação viária e calçamento em mais de dez localidades.
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Entre as áreas que receberão as intervenções, estão as comunidades Liberdade e Chacrinha, no Complexo do Turano, na Tijuca; Rio das Pedras, em Jacarepaguá; e Vila Presidencial Quiririm e Rua Quiririm, na Vila Valqueire. O valor a ser investido nessas localidades é de R$ 19 milhões.
Parte do montante total, R$ 26 milhões, será aplicada em obras já em andamento na Vila Cruzeiro, na Penha; no morro Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana; nas favelas Cotia e Cachoeira Grande, no Lins de Vasconcelos; no Brício de Moraes, em Tomás Coelho; no Sapê, em Vaz Lobo; e no Parque Proletário do Grotão (Chatuba) e Caixa D’Água, na Penha.
Há ainda R$ 51 milhões para obras em licitação, R$ 62 milhões para 11 projetos em análise na Caixa Econômica Federal e cerca de R$ 100 milhões para projetos em desenvolvimento.
— Soluções de mitigação de risco de deslizamento para a população que vive em situação de extrema vulnerabilidade em determinadas áreas da cidade não se confundem com remoção dessas famílias. Essa política de contenção de encostas se associa a programas como Morar Carioca e Bairro Maravilha, para permitir que essas famílias vivam nos locais onde moram com acesso a serviços básicos — afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, em entrevista coletiva.
A medida foi apresentada por Cavaliere na tarde desta quarta-feira, no Centro de Operações, na Cidade Nova. O encontro teve participação ainda de secretários municipais e representantes do governo federal.
— Essas obras de resiliência servem para trazer dignidade ao território, preservar vidas e proporcionar justiça para a população mais afetada pelos deslizamentos — destacou Daniel Mouço, representante do Ministério das Cidades.
Área crítica
Uma das áreas mais críticas quando se trata de deslizamento é a Grande Tijuca, de acordo com Anderson de Andrade Martins, presidente da Geo-Rio, setor da Secretaria Municipal de Infraestrutura responsável pela contenção de encostas:
— Todas as áreas alvos têm sua especificidade. Nós vamos lá e investigamos os problemas para apresentar as soluções. Hoje, somando os recursos do PAC e da prefeitura, a Grande Tijuca desponta como uma das áreas com mais intervenções.
Segundo Wanderson José dos Santos, secretário municipal de infraestrutura, a criticidade da Grande Tijuca se explica por ser uma área de grande ocupação, com comunidades muito adensadas.
— O mapeamento das áreas analisa topografia, como declividade do terreno, a característica do solo, o histórico de deslizamentos e a geografia da áreas com essa ocupação. O cruzamento desses elementos gera as áreas prioritárias — explicou.
‘Esperança’
Além de autoridades, a entrevista coletiva contou com a presença de representantes doze comunidades que já têm obras em andamento para a contenção de encostas. Uma delas foi Bárbara Barbosa Ribeiro, presidente da Associação de Moradores da Cachoeira Grande, no Complexo do Lins. Ela se diz esperançosa com as intervenções.
— Quando o tempo está chuvoso, a gente sempre acorda com medo de uma encosta cair em cima da gente. Eu já vi uma senhora perder a sua residência e quase morrer. Já vi também o deslizamento de uma casa com crianças. É uma dor muito grande. Com as obras que estão acontecendo na Cotia e na Cachoeira Grande há cinco meses, o sofrimento das pessoas já está sendo amenizado. Isso é um acalento. Algumas encostas já foram feitas e outras estão em andamento. Eles deram a previsão de dois anos para a conclusão — afirmou. — A Cachoeira Grande é uma das mais atingidas na região, porque é a mais alta do Lins, fica entre a serra e a Grajaú-Jacarepaguá. As pedras rolavam bastante e as encostas deslizavam.
Outro líder comunitário presente era Ideraldo Luiz Silva, do Itanhangá. Ele contou que, na região, o projeto está beneficiando a comunidade Recanto da Barra.
— No passado, há cerca de 20 anos, tivemos uma tragédia que matou 23 pessoas com deslizamento de encosta. Quando as sirenes tocam, é uma correria danada. Então, hoje, a gente acha que essas obras vão resolver o problema — afirmou.
Recursos Legislativo fluminense para cidades
Em outra frente, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, apresentou um projeto de lei que autoriza a destinação de R$ 35 milhões do Fundo Especial da Casa para auxiliar municípios fluminenses atingidos pelas fortes chuvas. A proposta, assinada também pelo deputado Guilherme Delaroli, ainda será analisada pelas comissões da Casa antes de seguir para votação em plenário.
A proposta, protocolada na Alerj sob o Projeto de Lei nº 7658/2026, prevê o repasse de R$ 1,75 milhão para cada uma das 20 cidades contempladas. Os recursos deverão ser utilizados em ações emergenciais de assistência social, saúde e recuperação da infraestrutura urbana e rural danificada pelos temporais.
Serão beneficiados os municípios de Aperibé, Bom Jardim, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Magé, Mesquita, Nova Iguaçu, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Rio Claro, São José de Ubá, Varre-Sai, Cachoeiras de Macacu, Italva, São Fidélis, Japeri, Cardoso Moreira, Pinheiral e Resende.
De acordo com o texto, somente terão acesso aos recursos os municípios que tiverem situação de emergência ou estado de calamidade pública homologados pelo Governo do Estado e publicados no Diário Oficial.
Proposta tramita na Alerj
Em outra frente, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, apresentou um projeto de lei que autoriza a destinação de R$ 35 milhões do Fundo Especial da Casa para auxiliar municípios fluminenses atingidos pelas fortes chuvas. A proposta, assinada em conjunto com o deputado Guilherme Delaroli, ainda será analisada pelas comissões da Alerj antes de seguir para votação em plenário.
O Projeto de Lei nº 7658/2026 prevê o repasse de R$ 1,75 milhão para cada uma das 20 cidades contempladas, com recursos voltados para ações emergenciais de assistência social, saúde e recuperação da infraestrutura urbana e rural afetada pelos temporais.
Segundo Douglas Ruas, a iniciativa busca garantir uma resposta rápida aos municípios atingidos e apoiar famílias prejudicadas pelas chuvas. Pela proposta seriam incluídas na lista as cidades de Aperibé, Bom Jardim, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Magé, Mesquita, Nova Iguaçu, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Rio Claro, São José de Ubá, Varre-Sai, Cachoeiras de Macacu, Italva, São Fidélis, Japeri, Cardoso Moreira, Pinheiral e Resende.
De acordo com o texto do projeto, apenas municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública homologados pelo Governo do Estado e publicados no Diário Oficial poderão acessar os recursos.



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