O gol de Livano Comenencia, aos 20 minutos de jogo contra a Alemanha, neste domingo (14), foi histórico para Curaçao e para as Copas do Mundo. Agora, o simpático país caribenho é o menor a já ter marcado um gol desde o primeiro mundial, em 1930.
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O recorde pertencia à Islândia, país que tinha 300 mil habitantes em 2018, quando a seleção estreou na Copa do Mundo. Foi eliminada na primeira fase, mas fez gols em um histórico empate contra a Argentina, e outro na derrota para a Croácia.
Trinidad e Tobago e Irlanda do Norte, que têm pouco mais de 1 milhão de habitantes, seguem logo atrás no ranking dos menores países que já marcaram gols nas Copas.
Curaçao tem 444 km² de território e cerca de 156 mil habitantes, população menor que muitos municípios médios brasileiros, como Petrópolis (RJ) e Foz do Iguaçu (PR). A ilha não é um Estado soberano independente, mas um país constituinte do Reino dos Países Baixos, assim como Aruba.
A FIFA, entretanto, não exige que a seleção seja de um país soberano independente para disputar suas competições oficiais. Basta ter uma federação própria organizada. É um caso semelhante aos da Escócia e País de Gales, que integram o Reino Unido.
Dos 26 jogadores convocados, 25 nasceram na Holanda. A exceção é Tahith Chong, que nasceu em Willemstad, capital de Curaçao.
Quem é Livano Comenencia
Autor do gol de Curaçao, Comenencia já estava habituadao a gols importantes na sua trajetória pela seleção. Nas eliminatórias da Concacaf, ele abriu o placar na vitória de 2 a 0 sobre a Jamaica, que foi essencial para a classificação da equipe para a Copa.
Após o jogo, ele foi ao museu da Fifa, em Zurique, onde atua por seu clube, para doar a camisa que usou na partida.
— A camisa do Livano representa um capítulo novo e incrível no futebol global — disse o diretor do museu da Fifa, Marco Fazzone.
Assim como a trajetória de Curaçao, a carreira de Comenencia já inclui uma ampla gama de experiências, com uma formação sólida no PSV e no time Next Gen da Juventus, antes de se estabelecer na Suíça.
(Com informações do The Guardian)
